Canção Estival
O corpo feminino de biquíni
Por mar e sal com gosto de cerveja.
Na loira cor do sol eu me sacio.
Na pele cor de praia: meu descanso.
Biquínis desejando minha sunga.
São três. As graças nunca mais são gregas!
Em Pernambuco são. E bem comigo
Contentes e felizes se casaram.
Não há mais homem por além de mim!
Mulheres em milhares me desejam.
As graças bem controlam seus ciúmes.
Agora bebo suco de cajá.
Por Itamaracá Minerva quer
Fazer amor comigo finalmente.

Eu digo com sinceridade: nunca vi tanta arte, tanta graça numa composição erótica. As palavras me fogem da língua, não sei se Deus quer que eu faça esse elogio, mas é a mais pura verdade! O que é vulgar e indecente se torna divino e encantador nas tuas mãos. As Graças! Pelos Céus, que engenho!
ResponderExcluirVejo muito de Bocage em ti. Acho mesmo que os poetas acabam inevitavelmente sendo um pouco devassos. Essa vida terrena é feita de transitar entre o sagrado e o profano.
Mas cuidado! É melhor que estejamos no sagrado no momento de nossa morte.
Bocage? Nossa!... Ganho meu dia, já pela madrugada, com tal comparação!
ExcluirNo mais: dois pontos.
Alguém poeta, se fosse possível, teria de cantar tudo. Tudo! Tudo no seu todo. Mas nossa vida terrena, sim, é feita com escolhas.
Algo profano diverso, de ser díspar até, dalgo sagrado na verdade bem inexiste. Tal divisão se dá somente pela natureza decaída.
Bem... Leiamos e meditemos Salomão em seus cânticos!... Ora!
Porém...
Evidentemente que melhor é dar atenção para Bernardo de Claraval e seus conselhos sobre "Cântico dos Cânticos" mais coisas afins.
Os meus?
Talvez seja melhor então recitar Bocage? Talvez!
"Oh! Se me creste, gente ímpia,
Rasga meus versos, crê na eternidade".