domingo, 20 de janeiro de 2013

Trégua de Santa Paula Fernandes


Paula Fernandes faz um bem danado!

Nada digo de sua beleza física. Tampouco do tipo de música que canta (velha conhecida no mercado musical não tão salutar). Apesar de por completo não excluir as objeções acima referidas para justificar a razão do bem que tal criatura me faz elas sós pouquíssimo valem.

Ela canta muito!

Feliz estou pelo seu sucesso. Nos lugares onde comumente se toca barulho bem ouço por agora... Quem? Não fiz preces mas Santa Paula Fernandes atendeu meu desejo: que bênção! Ouvir uma voz tão doce por qualquer parte faz adocicar também a vida normalmente salgada.

No mais? Mais sucesso!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Primeiras Reflexões Amistosas

Meu temperamento não é dos melhores... Confesso! Sou pessoa metediça... Reclamona... Chata. Sempre dou meu melhor em ser assim. Portanto conto nos dedos com quem tenho relações amistosas. Entretanto não há motivação para se ter mais simpatia! Maior parte do povo: superficial de dar até dó.

Com as tentativas frustradas de conviver desembaraçadamente com quem quer que seja consegui por "sangue, suor e lágrimas" aprender a não consolidar qualquer relação sem antes obter certeza de tal valer a pena.

Vago?

Com algumas palavrinhas explicativas por si, jogadas, vamos adiante: lista segue. Constância. Sinceridade. Também intimidade. Confiança. Lealdade. Paciência. Compreensão. Atitude. Companheirismo. Solidariedade. Convivência. Seriedade. Por enquanto basta! Senti muita falta disso tudo. Parece que conseguir "amizades" só serve para conversar amenidades!...

Amizade: que nem casamento. Mas sem sexo... Normalmente pelo menos. E casamento das antigas!...

É bom salientar: exijo mas pratico também.

Enfim... Hei de continuar na minha chatice. Bem... Antes só que com má companhia.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Sacerdotisas Católicas

Em uma de minhas conversas proveitosas com seminaristas indaguei para qualquer um deles da razão de não constar sacerdotisas na religião católica. Sua resposta se baseou, penso, nos quadros representativos da santa ceia, concluindo daqui que lá, primeira celebração do sacramento da comunhão, quem era macho ministrava como também a quem foi delegado tal poder era do sexo masculino: portanto sem fêmeas.

Tanta compreensão sobre desígnios divinos admirável é. Pena que não tenhamos tantas pessoas assim que pensem com esta capacidade formidável de dedução. Todavia pequenos deslizes ele cometeu: nada que comprometa meus elogios anteriores porém. Vou citá-los para ressaltarmos mais ainda seu zelo pela casa de Deus: assim aprendermos como não sermos nem lambidos pelas chamas infernais sequer as fagulhas.

Seguinte.

Não sabemos realmente quem estava na santa ceia. Por qual razão? Sim: os doze comiam mais Jesus desta maneira sendo treze. Treze que se faz outra vez funesto? Não. Deixemos em paz o número treze que não tem culpa de sermos... Seres humanos!

Pessoas além da dúzia participavam deste banquete. Quem?

Vejamos outros dois seres humanos a caminhar tristonhos. Aproxima-se deles mais um: conversam. Papo vai... Papo vem... “Fica conosco”: diz um deles; “Já vem a ser tarde!”. Desta maneira, por regras hospitaleiras tão caras aos povos orientais talvez, dois abrigaram um. Enquanto quase comiam a janta tal cristão desconhecido foi reconhecido... Jesus! Mestre! Cristo! Ladainha... Sumiu.

Sim: e daí?

Na partilha do pão no quase-jantar houve seu reconhecimento.

Podemos certificar com essa passagem bíblica que saberíamos destas duas pessoas saídas de Jerusalém agora na mesa sagrada ladeada pelas outras doze com o verbo de Deus antes onde foi partilhado pão.

E por qual razão não podemos contar com mais presenças neste momento?

Nenhuma.

Ressuscitado, como crê todos os adeptos do cristianismo, Jesus, o Mestre, talvez nosso Cristo, deu privilégio primeiramente para Maria Madalena ver o milagre: sabedora de camarote por conseguinte do maior mistério de fé da futura religião. Também ela não poderia comer? E mamãe Maria não poderia se deliciar com o corpo de seu filho para depois sofrer com o mesmo corpo pregado num madeiro?

Que situação indigesta!

Mas, esquecendo nossos intestinos, temos o catolicismo, chamado de santa madre, não possibilitando suas filhas exercerem o sacerdócio. Sei que temos, a maior parte certamente, mães machistas. Entretanto...

Compreendo que já virou tradição ordenar só machos. E não é Roma que poderá mudar assim prestes tal situação milenar sem questionar o seu papel como mantenedora do tradicionalismo. Não questiono mais dentro das hostes católicas impossibilitar sacerdotisas pois a religião precisa ser defendida mais do que nunca por nossos tempos: evidente que lutamos não pela sua sobrevivência, garantida pelo filho de Maria, mas pelos bons costumes e pela moral.

Cá não ironizo: creiam.

Enquanto creio no catolicismo todavia sinceramente deixo meu protesto no seguinte parecer: a santa madre poderia tomar coragem e considerar sacerdotisas, episcopisas... Até papisas quem sabe! Já posso nomear uma com Úrsula I: gosto tanto de tal nome forte quanto de suas virgens inúmeras quase...

Sabemos da falta que faz quem exerça diversos ofícios sacerdotais. O diaconato não se fomenta. Muitas comunidades assistência sacerdotal nenhuma recebem. Sem contar a forte renúncia que se faz para tomar encargo tal: celibato por exemplo, que vem sendo tema recorrente na mídia vexatória, faz parte.

Discordo da visão simplista feminista que considera todo catolicismo tão-só patriarcal. No princípio da cristandade tal fé foi considerada religião de mulheres! Nem preciso lembrar da virgem Maria. Sei que contraposições de feministas histéricas existem: podem ser derrubadas em dois tempos mas... Que tal resgatarmos o lado feminino de Deus? Desde por Isaías até com Hildegarda de Bingen temos essa perspectiva não só mais formosa como também mais acolhedora. Eu tenho certeza que dela precisamos. Talvez por causa de sua falta não consideramos ainda mulheres aptas a partir o pão eucarístico.

No mais que Nossa Senhora nos proteja!