sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Constatação

Algo tão engraçado!... Não é por demais interessante que quem hoje mais exige de nós, povo católico, santidade convive, promove, também participa da devassidão mundana? Normal vem a ser entre nós mais rezarmos por quem se desvia: menos prejulgar e consequentemente fazer exigências dessas. Digo prejulgar pois quem costuma dar lição de moral praticamente todas as vezes nada conhece de moral: pior ainda se for a religiosa.

Mas além de pior... Pode? Sim: hoje pode. Virou moda fazer exaltações à putaria! Sem dúvida que cair em esbórnia não é difícil: que nem se jogar, bem comparando, duma ponte. Jamais eu desejarei pular duma ponte por ser fácil: difícil é viver mas quero vida! Vou viver mal a comer porcaria? Vou viver mal a dormir só três horas por noite? Vou viver mal com os aperreios de meu cônjuge? Vou viver mal sem tomar banho? Não interessa: quero viver!

Adrenalina? Toda libido pode ser saciada de maneira melhor.

E Jesus nos é vida das boas. Misericórdia pelo deslize! Misericórdia pela queda! Mas eu desejo viver. E conviver com o difícil é melhor que com o fácil: garanto!

Portanto... Quem exige perfeição das outras pessoas sendo da tronchura já sacaneia legal. Quem exige perfeição das outras pessoas por saber difícil praticá-la sacaneia feroz. Quem exige perfeição das outras pessoas por desejar afinal elas fora de seu bom caminho para tomar o seu pérfido sacaneia com atroz e pura maldade.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Enquanto na batalha de Tabocas nossa soldadesca praticava mil orações a Virgem Maria quem era do contra via Nossa Senhora... Pode? Gente protestante! Bem... A nossa Madre maior assim fazia proselitismo: com ajudas mil para ter Pernambuco sua vitória.

Viva Nossa Senhora da Restauração: Madre das Vitórias!

No mais é bom observar: da restauração e não da revolução.

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O cinema pernambucano vem a ser o melhor brasileiro pois é cópia mal feita do cinema que se faz nos países europeus. Enquanto que no resto do nosso país o cinema majoritariamente vem a ser uma cópia mal feita do feito nos Estados Unidos. Simples: não?

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Um tal de Birago, gringo, não com pouca felicidade descobri: faz análises das revoltas políticas que lhe são contemporâneas. Das registradas em seu livro, de compreender historicamente por plagas ocidentais tais acontecimentos, entre casos em França, Portugal, por Espanha, para só citar três exemplos, dos poucos nele contidos, também o Brasil está com sua... Bem: vamos adivinhar?

Restauração Pernambucana!

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Não existiu, nem existe, tampouco bem assim existirá Pernambuco sem Igreja Católica. Certamente quem não tem consigo tal pertencimento ficará com até raiva mas a verdade só digo sem exageros ou faltas. A Tradição Católica vem a ser alma pernambucana. Desde nossa civilização Duartina principiada com devoção a Damião e Cosme; passando maus bocados com o povo protestante das índias ocidentais mas embaixo de Nossa Senhora na sua materna proteção; apesar de depormos alguém que nos governava por meio de viático fingido; sem contar a revolução feita contraditoriamente sob batinas; até Vital nos evangelizar com consciência daquilo que realmente vem a ser cristão. Então em hipótese nenhuma Pernambuco teve, tem ou vai ter existência sem o Catolicismo romano.

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Tão engraçado ver que normalmente quem tem mais empolgação com o Papa Francisco não é do Catolicismo! Mais: quando diz ser é gente bem estranha que não tem apreço por Santo Tomás ou crê que devoção demais a Virgem Maria só pode ser prejudicial a Cristandade. Bem... Tal gente desconhece seu verdadeiro lugar: o protestantismo. Mais voltemos a linha de raciocínio. Sinto demais em dizer tão na cara mas um Papa tão querido por gente que nem aí vai com a cara do Catolicismo Romano vem a ser uma cilada daquelas, Bino! 

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Situação vergonhosa não termos cá por Vitória missas diárias!... Qual jerarquia demoníaca vai por trás de tal estado malfazejo? Das mais altas? Quase certeza que não. O povo vitoriense vem a ser tão desleixado com as coisas augustas que bastam capetas de meia tigela para causar grande dano. Sim: éramos para ter não só missas diárias mas também em vários horários.


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Meditação às Escuras

Andar pelas ruas é triste por hoje, tanto na minha cidade natal quanto no Recife, pois elas estão desertas de gente cada vez mais cedo nos horários noturnos. Aparentadas vão assim com a madrugada cada vez mais espreguiçada na sua desenvoltura de boca da noite.

Porém até feliz seria se só fosse tal deserto composto de madrugada madrugadoira. Caminhar, inclusive, sem gente para topar é calmante para convivências mal vividas. Alguém, por exemplo, que briga feio com seu cônjuge precisa de tal passeio: não? É salutar! Inclusive tal madrugada possibilitada vai pelo repouso majoritário.

Não há repouso na triste madrugada contemporânea portanto. Ninguém dorme bem assim. Violência que se pratica com a luz até do sol a pino só poderá ser mais extravasada por horas mortas... Não? Ai principalmente de quem estiver vivendo com plenitude por elas!

E lembro já por aqui também das assombrações, de saudosa memória, tão singelas perante tamanha brutalidade de nossos tempos: suspeito de seu temor igual ao nosso por não mais ulularem por aí.

Perigo de sair às onze... Perigo de sair às dez? Sim. E perigo também de sair às nove da noite.

Vamos chegar aonde com tamanho medo? Nos hospícios? Nas ilhas? Em guerras declaradas de vez para sempre? Não sei. Sei que temo pelas nossas relações sociais tão estremecidas de pôr o pé num rumo certo de vida.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Metafísica do Sexo

Fazer amor não é mesma coisa que comer ou defecar.

Quanta gente não fala por aí que todas essas três, e mais outras genéricas, são necessidades humanas imperiosas por igual... E por causa disso melhor é praticá-las até com indiferença...

Que nem devorar ou cagar? Jamais!

Nem hei de tratar do celibato por ser algo tão óbvio!... Fiquemos agora principalmente com a nossa parte carnal.

Sexo se faz entre duas pessoas: os animais acasalam-se.

Mas... E com três ou mais números ímpares?

Alguém infeliz sem par sempre sai de sobra.

Portanto transar não traz alívio prazeroso que nem após uma mijada. Todo prazer aqui se dá no diálogo dos corpos consigo próprios.

Corpos dialogam? Entre si? Certamente que sim. E sim!


O diálogo poético, consequentemente sublime, dos corpos há quando seus entes estão enamorados um doutro pelas atrações em ambos transparentes e por ambos exercidas em prol do seu cônjuge: com ambos amor então se faz! Mente portanto quem diz que sem amor se trepa com alguém.

Meu cheiro traz algo de mim consigo... Também a minha saliva... Mais os gestos de meus toques... Assim meu corpo por inteiro registra meu ser à flor da pele para quem quiser no mínimo perceber cotidianamente seus trejeitos por aí... No máximo? Tomá-lo para si com gosto!

Não é doação de mim a Fulana de Tal dos seios fartos e das ancas largas quando com ela brinco de pega-pega?

Também não é dela de si para mim quando com ardor deseja minha mão na sua cumbuca?

De fato tantas mágoas existem nas relações sexuais hodiernas pois nos ludribiamos a pensar mal que só praticamos tais atos por esporte... Tal esporte que se fantasia por ser demanda da fantasia de necessidade corporal...

Que nem devorar ou cagar? Jamais!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017



O Concílio Vaticano II chamo de Conciliábulo sem qualquer rebuço. Nos meus estudos hei de saber, quando passíveis de melhor compreensão, se tal Conciliábulo vale para todo concílio referir ou só por sua parte mais progressista. Tomo Bento XVI por divisa na sua proposta de tal concílio ler a luz da Tradição Católica. Mas... Dá para ler assim tal balbúrdia? No pé que vou por meus estudos ainda não. E minhas esperanças baseadas no contrário são com o passar do tempo cada vez mais diminutas. 

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Filosofar é não inventar idéias esdrúxulas e ficar com elas na cabeça pois isto vem a ser loucura. Filosofar é não respeitar opiniões sem qualquer fundamento na realidade pois isto vem a ser aceitar mentiras. Filosofar é não se pavonear por ter erudição pois isto vem a ser coisa de gente pedante. Filosofar é não brincar de discussões bobas pois isto vem a ser puerilidade.

Filosofar é coisa séria portanto.

Novidade!

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Cadê? Não precisamos ter um Catolicismo voltado para nosso mundo moderno? Seres humanos modernos gostam é de putaria!... Prostituição sagrada já nos conventos! Em Assis as posições contorcionistas indianas de sexo com devoção executadas! Também o fogo de Pentecostes nas jovens da Renovação Carismática! Mais: vinho tomado com grandes goles nas missas e chega de pão! Em vez de Luzia, Cecília, Maria coloquemos em seus lugares, os nichos em oratórios e templos, Afrodite no chamego com Ísis! Até quem sabe seres humanos em vez das esculturas...

Assim o ser humano moderno compreenderá toda caridade cristã sem outra compreensão melhor! É: quero ver freira pelada! Já tenho, por causa daquelas saias suas bem apertadinhas a delinear lindas cadeiras, algumas do Damas em vista... Desejo receber suas excelentes instruções modernas inclusive!

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Um casal perfeito? Clara com Francisco! Sim: Assis abençoada! Não eram gente celibatária? Portanto quem desejamos podemos amar sem sexo. Sim! É boa maneira de começarmos a ter amor verdadeiro: sem quaisquer interesses tão-só particulares.

Assim pessoas homossexuais e católicas não precisam abandonar a dedicação amorosa para seus objetos de devoção cordial.

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A covardia clerical no Catolicismo vem a ser epidêmica por hoje. Desejam com sofreguidão agradar ao mundo.

Problema?

Sou de contemplar a Suprema Divindade. Por tal contemplação vejo sempre seu desejo de concordar com as coisas mundanas: é nenhum.



Dos ritos de missa qual vem a ser o mais simples? O de Roma fixado de vez por Pio V. Contudo tentaram-no simplificar mais ainda, distorcendo-lhe portanto, depois do Conciliábulo Vaticano II...

Moral: não tentar simplificar algo que por si simples é.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Gatas

Vezes são onças.
Outras, lebres.
Da cor das ovelhas.
Da cor das cadelas.
Coelhas prenhas...
Espertas timbus...

Mulheres enfim.



21. 03. 2017
Madrugada



sábado, 29 de julho de 2017

Que posso dizer sobre qualquer livro tornado fenômeno de vendas? A maioria não presta. Do mercado não esperemos então uma crítica literária bem feita.

São muitos e diversos os atrativos nele para quem procura leitura fácil. Todavia ler sem um desafio na busca de compreender mais e melhor a realidade tratada no livro não dá.

Pieguice faz parte. Também discurso vazio. Não há necessidade doutras palavras para definir além da que todas as possíveis resume: desonestidade.

Quem consome não deve fazer exigência de seus direitos?

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São noites maravilhosas as que são sempre repletas de música. Música! Faço questão de sair de mim ao menos um pouco quando desejo realmente ficar contente, só conseguindo tal façanha por raras ocasiões, uma delas as que são consagradas ao frevo de bloco na noite da segunda de Carnaval.

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Apesar das palavras duras, Eclesiastes traz conforto: daqueles que só verdades podem oferecer. É difícil conseguir tal feito. Quando consolamos fazemos o favor de bandear por um canto todas as inconveniências dos fatos. Ao propor o contrário, desandamos em impropérios, ao nosso favor inclusive. Os favores... Isto também é vaidade: já nos diz quem em Jerusalém reina.

Com tais palavras desenganadas plenas de consciência nos abrimos então ao verdadeiro conhecimento. 

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Antão. Digamos que seu gesto de sair da convivência social para na maior parte do tempo viver em um deserto não é comum. Incomum demais até! Praticar algo que sua convicção mostra como digno de ser praticado, mesmo com possibilidade rara, não é para qualquer. Algo difícil mas que sua coragem permite fazer. Ao tomar um rumo que não pode ser compreendido pela mentalidade tacanha de quem além de si nada pode saber realmente (nem de si conseqüentemente também) Antão, sem comodismo, longe da balbúrdia do momento, tenta vislumbrar o seu real desejo. Daí decide viver no deserto.

Proporciona muitas experiências singulares a vida de quem decide ficar só. Também para quem não fica. Melhor até para quem não. Já pela renúncia de seguir a padronização majoritária da vivência que quando perdendo seu real sentido se torna fatalmente morta. 

Não fico tão só que nem tal anacoreta: mas um pouco comigo pelo menos.

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Não vou dialogar com alguém que jamais por algum momento sentir vontade de também, em demonstrações claras, ter um diálogo comigo. Parece ser infantil mas não. Hei de respeitar os espaços alheios a mim! Se quem não abre para mim, de livre vontade, seu tempo para dialogar ao menos vez por outra comigo, com pelo menos iniciativa sua, que me resta senão me perceber invadindo sem qualquer convite?

Bicão!

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Ao ver belas catedrais e suas alturas estonteantes,
Ao ver lindas mulheres e seus inúmeros gestos,
Ao ver tais monumentos os quais chamo de beleza
Contemplo de soslaio céu largo matinal

Sem anoitecer.

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O frevo nasceu já com a capacidade de ser música clássica. Só lhe vem a faltar alguém que lhe faça compor assim. Capiba foi bom compositor? É. Mas precisamos dum que nem Ernesto Nazareth fazendo tanto pela música fluminense. Repito: frevo já nasceu com a capacidade de ser erudito musicalmente. Nenhum outro toque popular teve consigo tal capacidade. Por qual motivo? Melhor ouvir.

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Admiro certas coisas pagãs. Um exemplo: seu louvor a Deusa Mãe. Sei que Deus não tem gênero mas, depois da concepção filosófica do “ser enquanto tal”, defini-lo como Mãe cabe. Preferência tenho, sem dúvida, pela derradeira nomeada metafórica. Toda figura materna tem mais proximidade com a Divindade Suprema que qualquer ser existente na realidade. “Ser enquanto tal”, por ser abstração, não é tão palpável que nem “Mãe”.