domingo, 4 de dezembro de 2016

Durante meu dia todo tenho várias idéias, inúmeras quase de tantas, sobre muitos escritos que posso dar ao largo das leituras alheias. Entretanto quando me preparo para pôr a primeira letra no papel... Todas as idéias, sem sobrar uma, fogem que nem galinhas assustadas. É de tirar o fôlego!

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As feministas não entendem... Quando dizemos que mulheres são putas ou santas estamos a lhes fazer elogio! Quê? Sim: ouviste bem, oh feminista de plantão! Antes de teu chilique posso terminar este texto com as devidas explicações?

Seguinte.

Todos os homens são medíocres em tal ponto cá levantado. Simples: não?

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Hei de fazer média com as diversas religiões para fingir ter algo superior digno de qualquer espiritualidade charlatã? Na minha busca cotidiana pela coisa verdadeira concluí que não há revelação divina comparável com a da Cristandade.

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Engraçado? Sim: algo bem engraçado... Tem gente que se diz descrente mas tem orgasmos até com ídolos pagãos! Inclusive também eu por um agnosticismo suposto tempos atrás... Ê! Minha cabeça precisava tomar um banhos de descarga na privada. “Mea culpa”!


18. 12. 2012
Tarde/Noite

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Oração a Tabocas

 
 
Antes de pôr por extenso meu primeiro discurso cívico, proferido na minha querida Vitória das Tabocas, observação cumpre fazer.

Quem lê-lo deve ter em mente que sofreu três ou seis adaptações. Por questões burocráticas municipais ele não pode ser proferido na praça defronte da Câmara de Vereança vitoriense, segundo planejei, mas no próprio monte das Tabocas, lugar inaugural da Restauração Pernambucana.

Contudo preferi cá publicá-lo na preferência local originariamente prevista. Portanto vai como seria dito se fosse recitado debaixo do ser angélico que monumento vem a ser da praça sobredita.


Dias atrás estive com o nosso Tiro de Guerra no monte das Tabocas. E lá rezei para Nossa Senhora de Nazaré. De lá pude ver o Tapacurá por uma volta como que cercando tal monte. Subi por pedras altíssimas onde Fernandes Vieira tinha visão privilegiadíssima da paisagem. Desci para chegar à margem do já citado Tapacurá por onde Dias Cardoso transitava com intimidade de quem conhece bem por onde pisa. Com devoção pude sentir orgulho dos bons onde se gerou nosso sentimento de Pátria: também onde surgiu nossas forças armadas terrestres. É terra brasileira, também pernambucana, mas principalmente de nossa cidade vitoriense do glorioso pai Antão!

E lá, com os olhos de quem estuda para valer o seu passado, pude relembrar então inúmeras façanhas pernambucanas contra várias perversidades batavas. Contemplei do dia três em agosto pelos meados do século XVII boa parte da sua movimentação marcial. Pernambuco por trás dos tabocais a mandar uma saraiva de tiros nas hostes flamengas logo depois do sol a pino. Batavada caindo de madura para túmulos após atravessar o Tapacurá caudaloso de tempos chuvosos. E Fernandes Vieira com olhos atentos aos lances militares no ponto mais alto do monte. Pelo sopé Dias Cardoso vai no tabocal denso feito trincheira para deter o passo batavo.

Nós hoje tal dia relembramos aos pés angelicais deste monumento. Tal anjo da Vitória demonstra nossa gratidão aos céus pelo milagre que fez com que toda Restauração Pernambucana vingasse. Casa Forte não existiria sem Tabocas. Nem Guararapes! Tampouco da Campina do Taborda sua rendição. Nós vitorienses precisamos retomar a consciência de quão nosso torrão natal foi ventre não só nosso mas do Brasil: a consciência do rubro veio dado tanto por um altivo pelicano quanto por um destemido leão do norte. Não existe povo sem consciência de seu passado! Tal consciência para nós é doce pois é de passado glorioso.

Que viva portanto Tabocas! Em nossas mentes. Em nossos corações. Em nossas casas. Em nossos afazeres. Nas políticas diárias. Nas rezas cotidianas. Em tudo que fizermos. Cada dia que vivermos. Os exemplos seguindo de quem com seu sangue resgatou nossa liberdade de manter a nossa tradição a qualquer custo: de seguir assim os nossos queridos costumes. E jamais vilipendiar tal memória no mal exercício de nossa cidadania tanto pernambucana quanto brasileira. Tal memória custou suor ancestral e lágrimas: antes de tristeza mas depois, a partir deste dia três aqui comemorado, de felicidade. Mais outra vez repito: que viva Tabocas! Em tudo que fizermos. Cada dia que vivermos.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Cobras e Lagartos

Gente que manifesta bastante carinho por mim em nossos encontros pessoais... Porém ao manifestar suas posições políticas, sempre canhotas, ou no mínimo de viés sinistro, por sinal, é de me xingar a valer... E depois ainda reclama da tucanada ser desonesta, da Globo ser desonesta, de Sérgio Moro...

“Peraí”: cadê coerência?

Se quem apoia posições conservadoras não estuda que tal ensinar a mim então História por exemplo? Pelo jeito talvez eu possa, quem sabe, saber mais até: não? E deixar gente supostamente sábia no chinelo...

Digo mais. Dilma precisa sair com urgência da presidência da República. Mais. O PT não pode mais existir por ser um partido não democrata: deveria ser portanto criminalizado. Mais! Bolsonaro tem todo direito de dar livre curso para maior parte de suas ideias: e provavelmente Jean Wyllis não. Mais?

Sou fascista?

Bem... Oh gente que me tem supostamente no coração mas canhotinha: Sérgio, bom de papo com seu jeitinho divertido mais seus ditos engraçados, é fascista? Responda com sinceridade na minha cara: sem correr pois tendo coragem esperará minha resposta.

Depois não entende quando lha mando tomar no cu.

Convivi com tal gente no meu curso superior. A reclamar de desonestidade mas, até dizer chega, desonesta na disputa por exemplo de meras bolsas estudantis! Ou sem medir esforços, a ponto de sacanear sua colegada, para se dar bem com o corpo docente.

Tal gente, quase toda de classe média, reclama, na base do grito, de sua classe!... Pode?

Falsidade tão grande só poderia sustentar tamanho governo corrupto. Corrupção institucional! Corrupção para ficar eternamente no poder! Para dar a regimes políticos que nem o da Venezuela suporte dos bons! Assim antidemocrática portanto! Que jamais ouvirá quem lha contradiga.

Ditatorial!

Conclusão: inimizades declaradas prefiro.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Uma Real à Galera Liberal e Conservadora

Boa parte da população brasileira dá trela para qualquer ideologia canhota. Por qual motivo? Tal pergunta precisa ser respondida com inteligência pela gente liberal e conservadora. Contudo tal gente por enquanto na sua grande maioria só dá respostas mais ou menos idiotas: quase ninguém assim escapa de ser imbecil.

Algures se diz que quem recebe bolsa-família só pode vagabundear... Alhures se fala na miséria, normalmente nos estereótipos cretinos nordestina, que parasita nosso país... Êta gente sem vergonha de língua podre!

Vou mandar então a real: precisamos manter os programas sociais. Aperfeiçoá-los inclusive! Dá para cortar impostos enxugando tanto funcionalismo publico de cabide por aí... Sem contar os financiamentos depravados pois até corruptos às empresas particulares que só sobrevivem do bolso de nossos impostos.

Sítio nenhum haverá no mundo com justiça social plena. Vivemos no “vale de lágrimas”... Paraíso só no colo de Nossa Senhora. Porém meu conservadorismo diz a verdade toda! Quanto pessoal explorado quase toda sua vida não recebe na velhice seus caraminguás de quebra-galho do governo? Nossas cidades interioranas estão em situação remediada por causa do bolsa-família!... Sim: apesar da crise!

Ninguém deveria comunismo defender: é como defender nazismo! São ambas ideologias genocidas. Entretanto só podemos suportar o capitalismo pois não há coisa melhor. Um capitalismo socializante: meu fervor ultramontano permite por causa de Leão XIII. Nada de teologia da libertação portanto.

Minha bisavó Luíza percebia quão era diferente de seu tempo todas as casas hoje com aparelhos eletrônicos: antes com meia dúzia de móveis e só. Gente rica também inclusive! Sem dúvida portanto que tem o capitalismo suas qualidades. Entretanto quantas crises capitalistas não deixaram gente na miséria?

Convido qualquer gente liberal ou conservadora fazer tais ponderações aqui por mim praticadas. Do contrário quem as vai fazer sempre? Gente da canhota! Vou chamar atenção especificamente por agora da gente conservadora. Nenhum conservadorismo pode deixar de defender as políticas sociais estatais. Ou que são as tradicionalíssimas santas casas de misericórdia portuguesas?

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Questiúnculas Talvez Importantes

Ler Evaldo Cabral de Mello só pode ser aula bem dada. Mas questiúnculas mantenho na cachola. Não concordo, por exemplo, que Pernambuco foi capitania que nem as demais antes dos tempos batavos. Entendo que no projeto das hereditárias, um projeto de transplantar Portugal além-mar, todas poderiam ser tão gradas que nem a nossa. Mas... Poderiam! Imaginemos João de Barros sendo donatário: ter uma crônica só dos feitos lusos no Brasil não seria mal!... Infelizmente porém só podemos considerar em nossas imaginações tanto. Portanto já não é Pernambuco de ser igualada com qualquer outra.

Bem... É questiúncula. Ler Evaldo Cabral de Mello só pode ser aula bem dada. Senão prossigamos.

Cabral de Mello questiona nossa colonização açucareira considerada rural. Ele demonstra que quem chegou para nos tempos de Duarte Coelho Pereira produzir açúcar era da cidade. Gente nobre... Boa parte do norte português... Pobre... Citadina. Não estranha portanto ver Olinda se transformar em poucas décadas numa pequena Lisboa no dizer das crônicas. O caráter rural dos engenhos açucareiros só vai ser estampado de maneira fixa pelas nossas elites pelo século XIX. Tal característica tão bem, inclusive, desenhada por Gilberto Freire.

Todavia novamente me dou com uma questiúncula. Li também um dos artigos de José Mattoso descrever o norte português e destacar sua cultura rural. Diferente do resto do futuro país antes da reconquista cristã: citadino. Tal cultura rural se sobrepôs a citadina por ser aquela conquistadora. Se boa parte do norte português veio cá foi para reconstruir inicialmente sua vivência de lá: não? Acrescentemos que nossa república, tão olindense quanto minha cidade natal, era ruralista contra todo Recife que nunca deixou de ser urbano. Portanto vamos nós aqui com uma tradição rural em essência.

Bem... É questiúncula pois Cabral de Mello faz tal observação ir contra toda tradicional historiográfica pernambucana. Tal pernambucana vem a ser aquela que considera rural de viver na zona rural e não de se manter rural apesar da cidade.

Ler Evaldo Cabral de Mello só pode ser aula magna! Pena não tê-lo como professor na Federal pernambucana... Minhas questiúnculas, apesar de questiúnculas, em aula sua proferiria pois talvez importância, nem que seja mínima, tenham... Não?


terça-feira, 24 de maio de 2016

Vejo quase toda juventude se reunindo para conversar água. Durante três... Quatro... Talvez um dia por inteiro! Tempo que poderia ser gasto com boas leituras.


Única concessão que faço para “cerimônias transformistas” após Concílio Vaticano II: na celebração do lava-pés escolheria doze lindas putas. No sacerdócio beijaria com gosto seus pés... Por favor, gente conservadora: não me mate!


Alguém chega na porta da casa por onde moram minha vozinha mais minha madrinha para vender um par de sandálias de cem reais e tanto... Nem as com asas de Mercúrio suponho ter outras tão caras! Mas são milagrosas: curam quase toda doença por onde bem no mundo vemos em que sobrevivemos... E melhor: são vendidas que nem água. Todo nosso bairro já tinha comprado tais calçados enviados pela providência divina! Quase que sinto vergonha por estar fora da sensatez ao meu redor até sufocante quando minha vozinha despacha tal mascate para logo depois dizer: “Quanta mentira!”.

Daí me lembro logo de quem? Eduardo Campos.


Preciso tomar cuidado com alguns fascínios mórbidos que tenho... Quais? E por qual motivo cuidado tomar?

Iniciava conversa com Carolina Belém e Pedro Barros sobre quanto Satanás me fascina quando logo depois imediatamente vejo, por um dos televisores do bar onde nos encontrávamos, Putin mais Sua Santidade Francisco... Basta chamar que vem? Êta! Cuidado, Chico: com fogo não se brinca!

Bem... É recado também para mim então. Atenção, Moura Gonçalves!


Ouço com devoção o Coral Palestrina. Desde minhas semanas santas na Paróquia de Santo Antão, onde suas canções eram tocadas antes das celebrações litúrgicas, até por agora que baixo da rede seu repertório. Sempre, com encantamento, pus meus ouvidos que dóceis a tais vozes tão harmônicas desejavam ser mais próximos das coisas celestes. E melhor: destaco Rosângela Gonçalves. De tão harmoniosa praticamente voz angelical se torna cada palavra por ela cantada.

Meus parabéns então a regente Custódia Maria Cardoso!


OBSERVAÇÃO IGNORANTE

Talvez a Literatura foi das artes única que pode receber boas influências da tal Arte Moderna. Nas outras só presencio decadência. Música Clássica cada vez mais próxima do mero barulho... Danças atualizadas ao trocar os pés pelas mãos... Pinturas na verdade garatujas... Esculturas na verdade monturos... Sem contar as famigeradas “intervenções”: horror dos horrores! Entretanto temos boa prosa no século XX. Também poesia de primeira.

Fernando Pessoa. Manuel Bandeira. Guimarães Rosa. Marcel Proust. Virgínia Woolf. Também Walt Whitman.

Por qual motivo tal situação dispare? Não sei.

Sim. E... Sim! Não sei! Sei? Não. É bom investigar? Sim. Mas ainda não investiguei. Portanto nada mais a declarar.

sábado, 21 de maio de 2016

 



Não reproduzam discursos de quem quer que seja sem antes procurarem saber se correspondem eles sim ou não a realidade. Sem qualquer correspondência são besteiras já ditas infelizmente repetidas. Nem que sejam ditos por Nosso Senhor Jesus Cristo! Quem diz a verdade não teme receber a confrontação daquilo que sabemos, enquanto seres humanos, de fato tendo discernimento mais sinceridade. Portanto se continuarem a papagaiar idiotices vou lhes pressionar a reproduzirem os discursos de Dilma Presidanta.


No livro Caim de Saramago sua personagem principal se chama José Saramago. Mas o “deus” em livro tal é qualquer, e toda talvez, incompreensão desse Caim.


Jamais tente me dizer saber mais que qualquer ser humano só por causa de seu diploma. Basta falar a mínima bobagem sobre qualquer assunto: com gosto botarei seu canudo na lama. Melhor! Agradecerás a mim de joelhos por ter posto tal papelucho no chão ao invés de noutro canto... Lá no seu curso superior seria: que tal? Pode ser de qualquer faculdade: Letras, Engenharia, Medicina, Direito... Também História! Pode ter pego por Harvard: não interessa! Bastou falar asneira para meus ouvidos doerem e minha voz gritar aos quatro ventos assim: imbecil!


Meu caçula fez observação pertinente sobre monge budista de novela... Sim: alvo do charme venéreo. Quão as pessoas tem preconceito com gente celibatária! Monge... Padre... Ninguém que deseja ser virgem escapa! Não reclamo de preconceito necessariamente pois qualquer pessoa forma doutra supostos conceitos enquanto não a conhece bem. Todavia deixem o celibato viver em paz! Há seres humanos que sim resistem a cafajestes e vadias.


Toda reclamação por mim escrita penso setecentas e duas vezes e repenso mais novecentas e três antes de pôr na grafia da letra pois eu posso ter feito também a burrada que desejo criticar: por exemplo. Reclamar em vão? Se possível nunca! Vamos primeiramente compreender? Agora compreender não é passar a mão na cabeça. Bem... Inclusive, futuro próximo, pretendo registrar igualmente minha “Mea Culpa”. Que pena: não sou tão foda quanto pareço!...


Contemplar a nudez é pecado? Vamos então destruir todas as pinturas com modelos sem vestes! Enquanto mandamos grandes obras artísticas ao limbo propagamos nosso mau gosto de carolas para todas as criaturas.


Toda pessoa, por mim conhecida, que se pôs a reclamar de qualquer humor feito sem inteligência já fez piadolas até piores. Reclamações que por muitíssimas vezes vão chegar às raias de ser irritante... Nossa Senhora do Bom Humor: valei-nos! Até para rir precisamos aturar chatices? Humor é para ser vadio! Também eu por exemplo já fui bastante praticar tal carnaval de chatura... Não mais! Deixemos o povo rir das piadas até bobas ou cretinas: um dos momentos raros de contentamento neste “vale de lágrimas”. E viva Rafinha Bastos!



23. 11. 2013
Tarde

sábado, 2 de abril de 2016

Padrão e Coração

Admiro mulheres que põem seus corpos nus diante de qualquer pessoa. Tanto por fotos quanto por outros meios. Admiro! Por qual motivo?

Temos as modelos de praxe que ganham seu pão cotidiano desnudando seu corpo. São admiráveis! Entretanto não são as mais.

Não convivo com modelos. Mas as mulheres de minha convivência por inúmeras vezes tiram meu fôlego mais que mil e duas famosas.

E vê-las nuas então? Felicidade.

Contudo normalmente quando lhes elogiamos a beleza reagem elas normalmente com descrença. Bem... Não entendo.

Se temos o padrão de beleza das passarelas ou para revistas eróticas não temos também o das mulheres que são nossas amigas e colegas, irmãs e primas ou paqueras e cônjuges?

É com este padrão que lido constantemente. Com ele leio Petrarca: troco, na leitura, sua Laura pela minha. Com ele penso no conceito de beleza. Com ele, talvez, hei de fazer descendência...

Na verdade todo padrão vem deste. Portanto não se pode trocar a parte pelo todo. Toda modalidade de beleza vem da comum.

É na comum que dou beijos. Também abraços. Ou procuro compartilhar aquilo que sinto por quaisquer conversas agradáveis.

É nele que ganho meu dia.

Toda beleza só pode ser bem contemplada nua. Portanto quão feliz um ser humano não fica quando vê quem mais ama da melhor forma?

Mas para se mostrar assim... Coragem! Entregar coisas íntimas para qualquer criatura pode ser infelizmente jogar pérolas aos porcos.

Entretanto faço minha parte. Venero quem tem coragem em compartilhar algo de tão bonito comigo: sua nudez.

Lembremo-nos do paraíso. Lá se vivia sem vestes. Quem sabe nós alcancemos um dia tal perfeição de novo?



terça-feira, 29 de março de 2016

A Prédica de Tourinho


Na sexta-feira passada, portanto da paixão, estava diante do Senhor Morto que carregariam nos ombros momentos depois em procissão. Estava na liturgia católica da paixão de Cristo. Diante do Senhor Morto, coberto com um pano vermelho, mas não perto: juntamente com o grosso do povo no templo do nosso pai Antão. Era momento de prédica. Tourinho, que fez uma pregação de quinta na quinta-feira santa, foi com paixão que pregou paramentado de cor rubra.

Lembrou-nos do nosso rubro veio: batalhas por ancestralidade nossa de Pernambuco travadas contra toda protestantada flamenga desejosa de ganhar engorda das boas com açúcar mais sem afeto. Lembrar tal acontecimento na cidade da Vitória? Pois sim! A cidade se comporta como se tal nome significasse seu contrário. Bem... E Pernambuco também acompanha! Senão saibamos mais as palavras de Tourinho.

Cadê Pernambuco? Sofreu batalhas encarniçadas para defender a fé. Porém depois aceita receber um jogo de futebol em plena sexta da paixão! Quer contradição maior para dar tão na vista? Pouquíssimas teremos! Infelizmente, Tourinho de vermelho, nós estamos em um mundo pagão. Os sons nas ruas pelo dia do Senhor Crucificado foram os corriqueiros em fim de semana dominical até: barulhos com axé, forrós estilizados, sertanejo das universidades e “funk”. São canções tão religiosas, meu Deus!... Tal gente com ouvidos tão sensíveis à música de qualidade certamente que pouco darão importância para semanas de lei.

Sem lei: sua preferência.

Mas o bispo fez o povo que comprou todos os ingressos do jogo passar vergonha na sua retórica. Sem esquecer a corrupção na Confederação Brasileira de Futebol também lembrou nosso placar em uma partida de copa no nosso país: goleada que levamos chorando da seleção alemã. Tourinho não sabe mas as batalhas da Restauração Pernambucana foram vitoriosas igualmente contra gente germânica de nova seita. Bem...

Apesar da goleada preferimos mais a seleção canarinha pentacampeã: menos então quem a morte venceu. Pior: e gente de Pernambuco que séculos atrás morria por Nosso Senhor!

Uma beleza de prédica! Mais acrescento para dar encerramento: Tourinho nada mais e nada menos é baiano. Quer dizer: uma província que vem a ser inimiga nossa fidagal histórica nos soube dar uma lição daquelas. Quem ia gostar de disso saber era Fábio Vilela, que com esperança vou chegar no céu para revê-lo, meu colega do curso preparatório para vestibular chamado Vitória...

Só me resta lho dedicar a crônica sobre seu conterrâneo. Saudade!