sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Notas Esparsas 1

Com mil demônios! Quem inventou tal besteira de dizer que com o paganismo se vivia mais feliz? Nem com xeol, tampouco com hades, posso conceber algo de felicidade... Satanás e mais uma de suas travessuras? São engraçadas: admito. Também... Absurdas que só crendo nelas cegamente para não perceber do seu verdadeiro teor!... No mais mando lembranças a Ricardo Reis e Frederico Nietzsche!

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E pensar que caçolas de bailarinos "lá" grudadas ou peças íntimas entremostradas de "pin-ups" fossem erotismo!... Desconhecíamos o mais singelo de todos: a "surra de bunda". Lindo! Gostaria de levar uma da queridíssima Valéria Solanas. Depois um autógrafo seu pediria num exemplar de seu manifesto que não tenho...

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Bem... Se for Eva, Lúcia dos diamantes, Luzia, Maria do Espírito Santo pernambucana... Quem quer que seja! Tal madre dos seres humanos, que nos pôs neste convento chamado planeta Terra, não sabia que chegaríamos tão cedo no período da família Bórgia. "Quem tem ouvidos ouça!"

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Sim: acredito que nenhum ser humano foi parar na lua. Também que todas as pirâmides egípcias foram construídas por seres vindos doutros planetas. E creio nos Protocolos dos Sábios de Sião. Sei muito bem então que no vigésimo primeiro dia deste mês Papai Noel vai dar os últimos ajustes em seu trenó para presentear as crianças no Natal.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Biquíni Negro


Meu corpo quer carícias. Com anseios
Descreve seu querer em um abraço...
No beijo... Por afagos... Com o braço
Cingido nela pleno de receios...

Mas ela quer agora meus meneios!
Comigo quer enfim ter um enlaço
Por um biquíni negro que deslaço
Lugares quentes sempre nunca feios.

Nudez enfim dispomos com vontade
Tão fértil que consome nosso dia
De sol, mar e também beira de praia.

Qualquer beleza rara de verdade:
Libido que requer a liturgia
De luz... Que com calor outro sol raia!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dos Meus Ouvidos Aos Outros

Os horários mais inapropriados, ao menos para mim, são entregues quase todos a minha vizinhança vez por outra para suas audições escrotas de barulhos cadenciados. Sim: digo das supostas músicas célebres principalmente nos ouvidos desacostumados com verdadeiras melodias. Em horário comercial muitos aparelhos de som nos seus altíssimos volumes... Terei de trocar o dia pela noite para ler? Madrugada mais alvorecer... Só posso ler assim? Ouvir e pensar em paz sem interferências desde só desconfortáveis até "pede para sair"? Pior: só poderei dormir no barulho? Bem... Madrugar é bom para pôr a cabeça no travesseiro!

Nem consigo ter saudade das épocas onde sons mais altos escutados vinham de carrilhões ou fogos! Não as vivi... Desconforto tão pouco... Contudo minha vó prefere barulho: muito barulho. Mas... Esqueço dela: prossigamos. Em meus tempos infantis ouvia na rua Dominguinhos e sua companhia sanfoneira, brega como de Reginaldo Rossi, Raça Negra com seu pagode choroso, duplas sertanejas que não aprenderam dizer adeus e, quando ninguém aguentava mais as opções anteriores, Raul Seixas. Infelizmente por hoje mudamos e do bom gosto só restou sua lembrança...

"Não aprendi dizer adeus"?

Bem... Como do mau gosto não posso dar conta peço moderação. Vamos abaixar os volumes?

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Esclarecer. E Bem Esclarecer

  

As conversas pessoais ainda podem ser aproveitáveis. E bem esclarecedoras. Bastaram duas palavras para minha colega de curso superior extraordinariamente simplificar o que foi dito por mim sobre... No decorrer do "causo" por aqui contado se saberá.

Tanta gente pretende conseguir hoje, com propostas várias e, por causa da sua grande quantidade, mirabolantes algumas, salvar o mundo de sua suposta desgraça. Mas cada vez mais eu vou concordando com uma frase vez em quando dita por Olavo de Carvalho... Qual? Bem... "O mundo seria muito melhor se não houvesse tanta gente empenhada em melhorá-lo".

Concordo que vem a ser discutível tal parecer. Inclusive que nem qualquer um! Entretanto pelos contextos bem entendidos tanto das obras de Carvalho quanto da conversa que tive com a colega talvez acabemos não discordando. Tal colega, concorde com o proposto, facilita mais ainda sua compreensão ao falar o seguinte.

"No frigir dos ovos o povo melhor diz no provérbio: 'De boas intenções o inferno está cheio'"... Finalizando sua parte na prosa com um gesto quase que de desdém.

Bem... Hei de fazer então o que disse Raul Seixas: "Vou levar um lero com o diabo antes que o inferno fique cheio..."

Desconsiderando seu gesto desdenhoso foi bom arremate para nossa discussão seu dito. Colabora para bem esclarecer a situação por nós vivida cotidianamente. Também nos mostra que nem sempre conversar é "jogar conversa fora".

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Pesos Ideológicos e Medidas Tronchas que Resultam em, no Mínimo, Peiticas

Estou sem paciência com qualquer tipo de militância. Por tempos mais conturbados, bem representados naqueles em que se tem ao menos uma possibilidade de revolução iminente, vem a ser justificável tomar partidos de sangue nos olhos... Porém hoje não.

A modernidade venceu: disto testemunho maior dá quem ainda pode defender a tradição. "Ainda" digo pois vai chegar o tempo de não poder: infelizmente. Por qual motivo? Disputas sem freio.

Sem alteridade nada de mesmidade.

Mas esquecemos das possíveis obviedades e nenhuma discussão levamos a sério pois todas elas terminam com mil gritarias impossíveis de serem mais baixas. É facínora para lá... Sepulcro caiado para cá... Machista com histeria de revirar úteros. Sem contar que termos referentes aos posicionamentos em embate dirigidos aos divergentes viram palavras horrorosas. Nem é necessário dar por acréscimo mas... Vá lá: calão.

Apesar de supostamente promoverem a liberdade de qualquer expressão por debaixo dos panos tentam de todas as maneiras impossibilitar manifestações ou liberais ou conservadoras... Que democracia! Precisamos de partidos, sem o sangue nos olhos, com tais bandeiras além da mesmice tão impostamente tremulada.

Também espaço: precisamos ter espaço. Para todas as pessoas. Assim arejar espíritos... E pôr longe miasmas causados por um só modo de ver a realidade.

sábado, 3 de novembro de 2012

Sobre Rachel Sheherazade

Nietzsche diria que tal criatura nem Apolo consegue compreender realmente pois desconhece por completo Dionísio. Bem... Eu digo melhor: ela nem Atenas compreende... Quanto mais Afrodite!
 

 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Masoquismo Titânico


Sim... Não vou mentir: gostaria de ser alguém admirável para quase todas as pessoas. Busquei no conhecimento qualquer possibilidade de por um dia receber tal gratificação. Qual não foi minha surpresa quando descobri que tomar essa via vem a ser ingenuidade das maiores! Para conseguir minha pretensão eu teria que tomar o caminho completamente divergente. Mas em vez de seguir outra direção acabei tomando gosto pela decisão antes equivocada.

Pode?

Bem... Ao conhecer a fundo suponho que todo ser humano deixa para trás qualquer possibilidade de respeito: tanto recebido quanto dado. Como? Que nem Prometeu quando toma posse do fogo. Sabemos: as divindades recebem adorações e não a raça titânica. "Manda quem pode: quem juízo tem obedece"? Não para Prometeu. Desconhecendo qualquer devoção toma do lume celeste. Fugindo do controle divino revoluciona. Com irreverência nosso benefício mas sua desgraça.

Meu fígado!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Será que Vieira Leu Plotino?

"Se tu não vês ainda tua própria beleza, faze como o escultor de uma estátua que deve ser bela: tira isto, raspa aquilo, deixa tal lugar liso, limpa tal outro, até fazer aparecer uma bela aparência na estátua. Da mesma maneira, tu também tira tudo o que é supérfluo, corrige o que é torto, purificando tudo o que é tenebroso para torná-lo mais brilhante, e não cesses de esculpir tua própria estátua até que brilhe em ti a luz divina da virtude" (Plotino).

"Arranca o estatuario uma pedra dessas montanhas, tosca, dura, informe; e, depois que desbastou o mais grosso, toma o maço e o cinzel na mão e começa a formar um homem, primeiro membro a membro, e depois feição por feição, até a mais miúda: ondeia-lhe os cabelos, alisa-lhe a testa, rasga-lhe os olhos, afilha-lhe o nariz, abre-lhe a boca, avulta-lhe as faces, torneia-lhe o pescoço, estende-lhe os braços, espalma-lhe as mãos, divide-lhe os dedos, lança-lhe os vestidos: aqui desprega, ali arruga, acolá recama; e fica um homem perfeito, e talvez um santo, que se pode pôr no altar" (Antônio Vieira).

sábado, 11 de agosto de 2012

Mensagem à Nossa Líbero da Seleção de Vôlei Feminino Brasileira


Sim, Fabi: vou calar a minha boca.

Mas antes tenho de dizer que não acreditava na medalha dourada. Por causa de fatos. Quase que nós saíamos cedo das Olimpíadas. As turcas não ganharam: graças aos céus! Depois um jogo dificílimo com a Rússia.

Lembro-me das várias vezes que nós perdíamos das estadunidenses. Até do time reserva delas perdemos jogo...  Fomos um fiasco no Grand Prix derradeiro. Tivemos que conquistar nossa vaga nos jogos olímpicos disputando com as seleções americanas do sul. Já fazia tempo que não ganhávamos dos Estados Unidos.

Melhor esquecer o problema com Fabíola? Bem... Sinceramente não sei.

Contudo vencemos. Na raça. Temos a vitória que vem estampada na medalha. Vencer é sempre difícil no Brasil: sei disso. Concordo que somos exigentes. E não damos condições para tais exigências terem respaldo.

Não esqueça, Fabi, da voz sibilina da torcida gritando porém: “O campeão voltou!”. Sim: o nosso time campeão voltou. Melhor: bicampeão!

Bem... Apesar de tudo...

Tudo bem, Fabi: vou calar a minha boca.


domingo, 29 de abril de 2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Homenagem a Michel Teló

Por Moura Gonçalves


Com alguém no caminho de casa troquei dois dedos de prosa. Parte de nossa conversa vem a seguir transcrita.

_ Sobre conteúdo não recomendável nas músicas: Chiquinha Gonzaga, Raul Seixas e mais pessoas outras tantas de mesma laia se renderam a "musiquinhas sapecas" em seu repertório... Por qual razão então não pode também se render a tais Michel Teló?

Responderam-me.

_ Não pode pois antes de sua "musiquinha sapeca" Michel Teló tinha toda chance de ser poeta!

_ Como soubeste disso?

_ Todas as pessoas, em uníssono, de convívio com Seu Teló lhe diziam: "És um poeta quando te calas"!

_ Ah! Que se pode fazer? Ele desistiu de sua vocação pois toda genialidade possível dificilmente vem a ser reconhecida durante sua vida.