quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Florbela: Sentir...

A morte como vida celebramos hoje. Sabemos que Florbela nunca faleceu! Nada se diria sobre Florbela sem a sua presença.

Cuca Roseta canta Tortura, soneto florbeliano. Viva Florbela!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Aniversário


"O meu próprio monóculo me faz pertencer a um tipo universal" (Álvaro de Campos).*

Por Álvaro de Campos
Comentário de Sérgio Gonçalves
Avatar por Ewerton de Moura




Festejemos Álvaro de Campos. Para quê? Lá sabemos! Assim mesmo festejemos.

Algo tão sincero nunca tinha lido. Nem ainda li, sinceramente. Tampouco sei de quaisquer meios, a não ser a poética de Campos, onde tal sinceridade se transmite com tanta plenitude. Com Álvaro de Campos a poesia de jeito nenhum pode louvar uma mentira. Nela cada ser humano contempla qualquer humanidade como sua, pois é sua tão-só.

Mesmo nas exaltações em odes de tudo que lhe vem a mente Campos critica, não logo perceptível talvez por causa dos tons festivos ou melancôlicos com que propaga sua mensagem, assim mesmo julga, com mão firme, portanto lúcida. Na dura realidade nos esquecemos que seu caráter irreverente mais suas louvações sem precedentes se dão metidas em dor. A mais humana de todas: ser.

Alma de ser humano que vem a ser incompreendida novamente!

Que remédio?

Sabe-se lá!

Das suas três fases: na verdade são que nem as da lua. Por todas as empolgações de Campos antevemos a fatalidade de viver estampada nitidamente nas poesias feitas após as euforias de conceber seu desejo pelas sensações a roda de tudo, por tudo, com tudo, na marcha vanguardista que promete pelas máquinas grandes esperanças. Estas em suas odes não são mostradas como tais, contrariamente qualquer brutalidade futurista, mesmo na Triunfal, tão empolgante, sensacional, quanto pesarosa se compreendida nas entrelinhas.

E para gente reacionária qualquer esperança pode ter como paisagem um campo de concentração por exemplo.

Quê?

Toda reação pode ser também revolucionária.

...

Na chuva, no sono, nos locais revisitados (Lisboa, Tavira, tantos outros), por onde mais houver Álvaro de Campos, mundo, gente, vida, não se cansa tal criatura de se perder... Mas sem encontrar-se, diferentemente dos anseios florbelianos.

Bem... Alvo preferencial da contradição por causa de seus invulgares sentimentos, Álvaro revive cada vez mais em toda gente questionadora, sabedora que tudo pode ser tão pouco, quase nada.

Pois antes de nos aprofundarmos em Álvaro de vez lendo Folhas de Relva vamos apreciar Aniversário...

Para quem aniversaria nada mais justo!





No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim mesmo,
O que fui de coração e parentesco,
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino.
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa.
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

15-10-1929





Criado por Moura Gonçalves caçula com imagens feitas por Almada Negreiros.
*: Estilização de Campos em MultiPessoa.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Adolescência com Lésbicas


Por Sérgio Gonçalves


Aos teus seios,
Nunca feios,
Meus enleios
E mais...

Os meus seios!
Não são feios.
Teus enleios?
Bem... Mais:

Nossos seios
Sem feios
Enleios.
Mais?

Ais.
Meios
Tais
Sensuais...

Ais!


07.09.2010
Madrugada/ Manhã

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Por Um Descanso Qualquer

De Sérgio Gonçalves




Ao fechar os olhos em um ambiente não seu,
Cabisbaixa por sua cadeira
Nas obrigações, encerradas quase,
Sem querer dormir de qualquer maneira,

Pelos braços cruzados nenhum interesse.
Somente seu corpo quase relaxado...
Talvez uma mensagem inconsciente nele:
Quer alguém ao seu lado?

Mas a renúncia precisa ser feita;
Lado de fora, som de pancada.
Seu desejo porém reafirma:
"Melhor seria se fosse nada".


30.08.2010
Tarde

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Disputas e Desconfianças


Edna Soares em seu Magistério: Mainha.



Por Sérgio Gonçalves

Uma carta direcionada para colegas: faz um ano. Por momentos difíceis passávamos. E no meio de tantas desilusões, fiz para quem estuda minhas homenagens seguintes.


As exigências esquecidas da responsabilidade, construídas a partir do nosso desejo mais humano de convivência, fazem ver incríveis desilusões, proporcionadas principalmente por nós, estudantes. Que temos com tais problemas? Tudo. Somos aquilo que nos exige consciência, reflexão, verdade. Com a primeira nós agimos; pela segunda, transformamos; na terceira nos mantemos (ou pelo menos deveríamos). Sem essas atitudes as três composições de nosso ser estudantil tomam outras: a consciência revela; mais a reflexão, que debate; por fim, a verdade provoca. Das pessoas esperamos mudanças, apesar de, na maioria das vezes, elas serem incompreensivelmente conservadoras; assim o pensamento crítico nos mostra nosso reflexo também: eis a realidade. Sim, dispomos de difíceis problemas, os mais humanos possíveis. Agimos inconscientemente, deixamos de refletir, então tememos a verdade. Mas conjuntamente podemos resolvê-los, com sinceridade mais compreensão mútua.

Custa percebermos o quanto conosco somos danosos quando cometemos atos equivocados em prol de nossos egoísmos? Talvez. Há quem colabore, bem internalizando seu paralisante temor capaz de conivências e covardias, ou manifestando várias disposições quantas forem as dos seus próprios interesses; ambas as partes são mantenedoras de visões da realidade distorcidas, erros, injustiças, pois agem aliadas com disputas e desconfianças. Para muitíssimos seres humanos apraz a situação proporcionada pelos seus algozes, estes que se fazem desconhecer, não declarados como tais. Enfim, com a busca do conhecimento prejudicada, descompromisso com nossos compromissos, ajudamos um sistema mundano que destrói seres humanos em sua dignidade.

Portanto, quantas lutas existem afinal? Ao desprezar as "lutas" alheias, ou considerar somente nossas concepções como virtuosas, impacientando-se com outras opiniões, irônicas ou normais, é bastante para desunir e desviar de quaisquer objetivos que busquemos. Uma luta tão-só se faz concebível: pela justiça. Nós, como seres humanos, devemos isso para nossas e nossos semelhantes. E por todo conhecimento perpassa contestação, protesto. Só por mãos discentes o conhecimento de mundo se faz. Eis que faço parte deste conjunto, sendo mais um de seus elementos; deste todo, sendo parte; deste corpo, sendo membro; deste modo, necessito de tal corpo, discente, para minha sobrevivência pensante, seja lá como depois eu for! Afim estamos de continuar a promover a nefanda realidade-realmente-real ao mantê-la por réis, dinares, rublos, pesos, rupias, dólares, ...centavos? Mas quê! Somos mendicantes? Tal malfazejo contrato social é digno de pessoas loucas, transtornadas, suicidas... Demais é já revelar as angústias inauditas, apesar de nossas.

Feliz dia de quem estuda!

sábado, 24 de julho de 2010

Para Quem Entende Bem...

Ouvi por aí que bandeirantes paulistas correspondem aos "cowboys" dos Estados Unidos. Outras vozes fazem também associações entre São Paulo com Nova Iorque.
Bem... Ao menos em tal faroeste brasileiro temos algo que nos entretenha quando vemos tanta beleza na paisagem de nossa tropicalidade, sem esquecer da nudez indígena; diferentemente do descampado desértico bangue-bangue mais mato redondo rolando diante dos olhos.
Já São Paulo...

domingo, 20 de junho de 2010

Inevitáveis Ladras

Por Sérgio Gonçalves


Quando levam meus livros,
As mãos salteadoras,
Impiedosamente,
Bem longe de mim vão
Sem minha reação.

Reajo por escrito.
Nas palavras magoadas
Cada mão sozinha fica,
Que nem eu,
Por um instante breve
Vítima...

Quem há de ser condenável?

09. 06. 2010
Noite
10. 06. 2010
Madrugada

domingo, 2 de maio de 2010

De Nossa Senhora

Por Cecília Meireles
Comentário de Sérgio Gonçalves


Mês de Maio principiou. Maria louvada mais uma vez. E mais preces. E mais "devoção". Como Meireles, entendo Nossa Senhora de maneira particular: muito do que nesta poesia vem a ser dito também a mim fala sem consolo, mas melhor maneira não se tem. Que majestade por demais esclarecida será capaz de compreender as baladas meirelianas que nem a seguinte? Talvez seja monarca protestante? Somente rude? Não sei. Porém desejo compartilhar convosco tal poema que diz absurdamente dos momentos que passei nos meus últimos quase seis anos de separação das hostes do catolicismo. Lembro das ladainhas nas repetições dos versos, repletas de pedidos agora malogrados em suas intenções; da nossa triste condição, cada vez mais piorada pelas situações insanas infelizmente presentes conosco; de meu "corpo inerte", da minha "alma em cruz". Nunca perdi meu carinho pela Virgem, esta Mulher, este símbolo... Saber daquilo que nos diz o verso final vem a ser orfandade das piores. Portanto leiam o canto que deveria ser ouvido nos festejos marianos: boa leitura! Nossa Senhora das Dores, da paróquia que frequentei religiosamente durante minha profissão de fé, vem em imagem na companhia das letras.


Nossa Senhora já não ouve
Os amargurados gemidos
Dos que estão mal, dos que estão sós...
Tanto choro e lamentos houve
Que os seus santíssimos ouvidos
Não percebem nenhuma voz...

Nossa Senhora já não ouve...

Nossa Senhora já não sabe
Das coisas tristes deste mundo,
Em que se chora e se descrê...
Nada mais há, nada mais cabe
Nos olhos seus, de luar profundo...
Nossa Senhora já não vê...

Nossa Senhora já não sabe...

Nossa Senhora já não sente
Os corações amortalhados
Nas suas mãos de rosa e luz...
Por muito tempo, muita gente
Desceu-lhe aos braços desolados,
De corpo inerte e de alma em cruz...

Nossa Senhora já não sente...

Nossa Senhora, toda pura,
Não pensa mais no que se passa,
Do amor à morte, em cada ser...
Nossa Senhora, lá na altura,
Em plenos céus, em plena graça,
Já nada mais pode fazer...

Nossa Senhora toda pura...

E em vão se pede, e em vão se implora,
Do deserto amargo da vida,
Um consolo, um carinho seu!
Muito tarde! Impossível hora!
Nossa Senhora está perdida...
Nossa Senhora já morreu...

Não temos mais Nossa Senhora!...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Aos Ares Jogar...

Por Sérgio Gonçalves
Idem poesia.



Tempos chuvosos estes!

Um tal de Zezão faz estes traços azuis que nem os das chuvas. Fonte: Terra Magazine.


Eu quase não saio de casa na segunda passada. Mas vou matar dragões enfim, estes indígenas das selvas acadêmicas. Valei-me São Jorge, santo de minha bisavó!

Sou Jorge, claro. Cavalo representando minha consciência. Dragão: problemas institucionais. A mocinha? Não quer namorar comigo ("Chega para lá! Sou por demais egoísta: monto melhor em um cisne branco"). Pintura: Paolo Uccello.

Universidade Federal de Pernambuco: letras graúdas escritas na parte superior do frontal da reitoria. Seu prédio completamente separado do "campus": geográfica-socialmente. Bolo de noiva na cabeça de quem nos chefia!

"Quem mandou casar? Aguenta!" Foto: Federal do Maranhão.

Minha cadeira de crítica de cinema. Quem vai comentar: "Avatar nhém-nhém-nhém..."; "Avatar tal e qual..."; "Avatar A e Z..."; "Avatar...(por favor, gente católica: não completeis vós as orações feitas por quem celebra no sábado-santo! Círio-pascal dói muito se bem usado)"?

"Cristo; ontem e hoje, Princípio e Fim, A e Z: a Ele o tempo e a eternidade, a glória e o poder pelos séculos sem fim" Amém? Imagem de Círio Pascal.

Semana de "História Oral": por todos os buracos livros!

Documento, "parla"! Carta de Pero Vaz de Caminha.

As Mulheres e suas idiossincrasias. As Mulheres e suas contradições. Maravilhosas. Maravilhosas! Elas existem? Tal momento poesia nos faz.


Arredias


Tantas Mulheres formosas...
Não posso tocá-las;
Nem beijá-las;
Tampouco desnudá-las... Para mim.
Quero demais!

Mas elas por muitas vezes assim também não desejam?


29.10.2009
Tarde
12.11.2009
Madrugada


Prefiro feministas. "Kindgirls"

Procuro Clericuzi, d' Andrade Lima, Figueredo, Rodrigues Furtado de Mendonça, Rosendo... "Cadê"?

Pois adivinheis: quem é que vos fala? Fotografia "furtada" dos arquivos pessoais...

Vamos ao ponto final? Ponto final.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Amplas Escolhas da Juventude Feminina: Que Fazer?

Por Sérgio Gonçalves


Inspiração: Judite Butler


08 de março... Sempre foram poucas as mulheres feministas (Seres humanos feministas? Ainda menos). Infelizmente? Não sei. Mas de quase nada se faz tudo. Com passos largos as mudanças ocorrem indubitavelmente: colhem as jovens os primeiros frutos de sementes tantas vezes lançadas talvez plantadas em terras férteis agora.
Talvez?
Só poderá responder tal questão categoricamente quem colhe.
"Vós, juventude feminina, sabeis valorizar as conquistas recebidas de vossas ancestrais?
São conquistas verdadeiramente?
Conquistas... Questionais?
Sabeis então diferente fazer?
Estais convosco felizes? Infelizes? Ou conformadas?
As vossas idiossincrassias: reveladoras?
O calor? Desconversais?
Por qual razão tantas perguntas?
Maturidade: já vos indagastes sobre vós mesmas?
Dúvidas... Certezas?
Que tal espírito crítico?
Mulher? Que vem a ser a Mulher?"



Gerações de Mulheres... Fotografia de Marta Bucher. Olhares.com (Galeria Pública)

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Solidão com Musas

Por Sérgio Gonçalves


Os meus versos a sós comigo
Foram deixados.
Não tem eles as palavras cabíveis
Aos sentimentos alheios.
Palavras incriadas em meu ser:
Duradouras até quando?


16.02.2010
Noite

domingo, 17 de janeiro de 2010

Tríptico da Liberdade Considerada


Joaquim Nabuco com Evelina Torres: cônjuges. Foto: Fundaj.



Por Sérgio Gonçalves


Para Nabuco, de Pernambuco


Por ônibus saio de Vitória para Jaboatão. Daqui chego no Recife de trem. Estação Recife: desço. Só pelos meus pés agora nos encontraremos, assim saberemos o motivo desta postagem. Imaginação!
Na calçada da Casa da Cultura, bem em frente desta, nós estamos. Percorremos nossa via como quem vai chegar a Conde da Boa Vista. Mas não: detenhamo-nos em uma praça no caminho.
Praça Joaquim Nabuco. Vista grossa, percebemos sinais de reforma recente. Pequena, mas com estatuária chamativa, rememora talvez algo que nos inconscientemente pertence... Sentemo-nos em algum lugar então?


*


Soberania: liberdade nacional. Como, sem condições?
Abalos sísmicos. Haiti. Desastre que se tornou bastante maior por causa das condições pelas quais este país passava no momento dos acontecimentos catastróficos.
Em momentos anteriores, independente por mãos negras, antes das quaisquer outras muitas nações, esta colocou, temerosamente na consciência duns, esperançosamente na doutros seres humanos, prenúncios de liberdade, pelas colônias americanas sentidos, estas que lutavam no mesmo sentido: serem independentes.
Entretanto, mudanças na roda da fortuna: das esperanças sobraram as vontades individuais exacerbadas pelo capitalismo. Benefícios na verdade malefícios, alguns estados ganharam mais, outros menos. Haiti? Muito menos.
Qual ser humano pode ter dignidade sem suprir suas necessidades básicas?
Injustiça presente; calamidade futura. Sim: eis tudo.


*


Liberdade: palavra difícil que nos exigirá sempre luta, pelo menos a compreendê-la minimamente. Somos livres? Desumanamente não. Podemos esperar do Brasil seu responder à chamada das nações que não tem mais escravidão lícita; mas, as hodiernas, das mais patentes as bastante veladas (estas muito custosas de combater pois envolvem idiossincrasias), corroem nossas vontades e nos legam somente desesperanças. Enquanto tamanhas injustiças houverem continuaremos sem liberdade. Largamos corpos, agora livres, mas presas mantemos nossas consciências? Aceitar tudo como normal para viver mediocremente?
Percebemos o pouco de consideração que temos pela liberdade?
Nabuco conseguiria por nossos tempos ser logo compreendido por usarmos dos melhores recursos tecnológicos de comunicação? Talvez não. Temos somente conosco preocupações, e com mais ninguém. Mas, nossos corações amargurados?
Nós podemos sentar em um banco de praça. Portanto também podemos ter esperanças ainda.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Saudação


Por Sérgio Gonçalves

Para Meu Ser Alma


Palavras, os desejos mais ardentes
De quem as compuser singularmente:
Nas carnes santidades e seus entes...;
Nas almas o pecado de ser gente...
São tuas, Poetisa, todas sentes
Completas, várias, únicas, somente
Pois, sendo corporais e transcendentes,
São tu completamente, nelas crente!