sábado, 2 de abril de 2016

Padrão e Coração

Admiro mulheres que põem seus corpos nus diante de qualquer pessoa. Tanto por fotos quanto por outros meios. Admiro! Por qual motivo?

Temos as modelos de praxe que ganham seu pão cotidiano desnudando seu corpo. São admiráveis! Entretanto não são as mais.

Não convivo com modelos. Mas as mulheres de minha convivência por inúmeras vezes tiram meu fôlego mais que mil e duas famosas.

E vê-las nuas então? Felicidade.

Contudo normalmente quando lhes elogiamos a beleza reagem elas normalmente com descrença. Bem... Não entendo.

Se temos o padrão de beleza das passarelas ou para revistas eróticas não temos também o das mulheres que são nossas amigas e colegas, irmãs e primas ou paqueras e cônjuges?

É com este padrão que lido constantemente. Com ele leio Petrarca: troco, na leitura, sua Laura pela minha. Com ele penso no conceito de beleza. Com ele, talvez, hei de fazer descendência...

Na verdade todo padrão vem deste. Portanto não se pode trocar a parte pelo todo. Toda modalidade de beleza vem da comum.

É na comum que dou beijos. Também abraços. Ou procuro compartilhar aquilo que sinto por quaisquer conversas agradáveis.

É nele que ganho meu dia.

Toda beleza só pode ser bem contemplada nua. Portanto quão feliz um ser humano não fica quando vê quem mais ama da melhor forma?

Mas para se mostrar assim... Coragem! Entregar coisas íntimas para qualquer criatura pode ser infelizmente jogar pérolas aos porcos.

Entretanto faço minha parte. Venero quem tem coragem em compartilhar algo de tão bonito comigo: sua nudez.

Lembremo-nos do paraíso. Lá se vivia sem vestes. Quem sabe nós alcancemos um dia tal perfeição de novo?