segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Grandes Trios Elétricos

O casal Carraro, quando de sua visita por Pernambuco para se fazer presença no casório do casal Barros, observou que melhor é todas as cerimônias nos templos católicos não necessitarem dar uso de sistemas eletrônicos sonoros. É de concordar com ele pois os templos antigos já foram feitos com acústica boa para propagar a voz tanto de quem celebra quanto de quem acolita no rito. Sem contar a necessidade de silêncio por qualquer devoção...

Necessidade?

Talvez quem é da Renovação Carismática discorde com veemência. Porém em qualquer religiosidade manifesta pela Terra todo silêncio se faz presente: com exceção da suposta católica nos tempos atuais. Mas... Suposta? Bem... Paciência peço para ler os meus argumentos. Após tal leitura pode me xingar até de terríveis nomes feios. Atenção, entretanto, por agora: sim?

A missa fixada por Pio V contemplemos. E nos lembremos igualmente do grão Elias: profeta diante de Javé. Furacão? Terremoto? Fogo? Não: Deus está na branda viração. Não pomos nossa fé concorde com a Tradição Católica? Tal tradição, ao largo dos séculos e do século, foi quem deu, para nós de Roma, tal modo de celebrar. E nenhum outro modo católico, seja grego, seja d' África, seja qualquer outro, discordará da viração onde toda Divindade verdadeira se faz presente.

Não hei de dar explicações acerca de qualquer introspecção ou meditação que todo silêncio promove. Quem tem cabeça sabe disso.

Mas infelizmente não podemos nos livrar das caixas de som. Ou dos microfones. É que nosso mundo vai mais barulhento. Com seus automóveis. Com seus aparelhos de som. Com inquietude tamanha de fazer cada vez mais gente louca. Desde quaisquer tecnologias até todo pensamento revolucionário trazem consigo barulho demais. Tais coisas barulhentas chegam as portas das igrejas... Que fazer? Nós alteamos cada vez mais a voz de quem celebra por meios artificiais pois do contrário não lhe damos ouvidos...

Não lhe damos ouvidos? Sim. Por vezes até desejamos lhe dar atenção mas estamos no meio de furacões, terremotos e fogo. Não espirituais somente! Tais meios eletrônicos, além de facilitarem batuques mil, acabam por dispersar a nossa paz, até corporal, nos ares. E quem mora nos ares? Paulo nos explica.


domingo, 28 de dezembro de 2014

Algo Simples

Nós estragamos atualmente demais nossas paisagens. Além de termos estética de bosta também pouca, talvez até nenhuma, preocupação temos com árvores por exemplo.

Não hei de discorrer sobre chatices ecológicas. Mas ecologia sim: a verdadeira.

Vamos ter árvores em nossas ruas não para salvar o planeta: tal jamais precisa ser salvo. Mas para simplesmente termos ao meio-dia boas sombras e pássaros canoros em seus galhos.

Prefiro limpar cacas das aves a ter de morrer com concreto no cu.

Culpar industrialização é de somenos. Mais influência pode ser exercida por nossa mente vazia que normalmente prefere ter concreto no cu.

Deve ser tara: melhor armado não?

Algo tão simples!... Água limpa só vem de mananciais limpos. Temperatura mais agradável com árvores que deem boa sombra. Também a beleza de suas flores... A delícia de seus frutos... Sons agradáveis enquanto nós abaixamos os volumes de nossas malfazejas radiolas para darem aos pássaros espaço.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

De Casa. Na Cara

Minhas galinhas compreendem mais de metafísica que maior parte dos seres humanos hoje. Portanto no meu quintal se compreende mais de moralidade que fora de casa.
 
Bom acrescentar: digo tanto não para vangloriar as bicharadas em detrimento das pessoas mas para nós tomarmos vergonha na cara.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Ascendência Lusa Desprezada

Certa vez ao tomar a Conde da Boa Vista me deparo com algumas páginas de jornal pelo chão. Nele reconheço por foto Carminho: grande fadista. Também de relance leio "Garanhuns" no título da notícia. "Será que Carminho participará do festival?": pergunto-me.

Garanhuns em tempos chuvosos, onde por lá se tem, que nem diz minha vozinha, "calor de brejo", faz um festival com vários palcos dedicados a variados estilos musicais. Gosto demais de lá! Também de tal evento. Todavia fui neste só por uma vez.

Lembro-me de viajar para tanto no dia que fui ver Deolinda: grupo de fado da minha geração. Ardentemente desejando contemplar Ana Bacalhau mais sua simpatia de voz esperta nas lindas curvas de seu corpo foram horas, quase quatro, para vencer a distância que separa Garanhuns do Recife.

Porém esqueci de dias antes de ler as notícias da Suíça Pernambucana. Portanto fiquei sabendo que Deolinda não mais a minha terra vinha só quando cheguei no meu destino. Droga? Quase que não. Quem substituiu Deolinda foi legal...

Mas assim ainda fiquei com alguma frustração. Além de sofrer imprudência minha também com meus botões acrescentei: toda culpa não é tão-só de Moura Gonçalves! Nosso país traz atrações internacionais em mil em cem mas esquece da velha metrópole demais!

E pensando de tal forma recordei bastante desprezo que nossa cultura normalmente vota para qualquer lusa. No máximo quando dela temos alguma divulgação é folclórica no pior sentido que tal termo possa ter. Consequentemente todo fado por aqui não tem apreciação devida.

Lá se vai perdida mais uma das raras oportunidades em escutar a língua materna no saboroso sotaque de seu berço por terras pernambucanas!... Que fazer senão esperar a próxima vez? A resignação tem de ser forte que nem animal de carga!

Mas voltemos à página jornalística que leio. Dias depois de Carminho ter vindo para Garanhuns sei de sua passagem por lá. Também por cá pois proximidade tamanha dificilmente tenho! Bem... Enquanto contemplo Carminho por sua belíssima face de mocetona sem outra fazer par amaldiçoo céus e terra.

Carminho veio por uma vez no Carnaval do Recife. Só ficou por alguns minutos no palco do Marco Zero quando na sexta-feira gorda. Não tem de tudo neste diabo de Carnaval? Por um espetáculo completo de Carminho no Carnaval recifense!

Depois, ainda com imprudência novamente minha por não ter a programação do festival consultado com antecedência, fico sem ouvir o fado no meu caro Pernambuco. Que sorte! Mas... Imprudência minha? Não divulgam a programação com meses antecedendo por qual motivo?

Precisamos de tempo para vermos onde dormir e quanto gastar... Enfim: planejar viagem. No dia que seria Deolinda, por exemplo, quando terminadas as apresentações esperei no meio da rua friorenta dar horas para voltar a minha casa pelo primeiro transporte matinal.

Mas até suportaria tanto se tivéssemos mais fadistas a cantar perto donde moro. Damos valor a porcarias de quaisquer outros lugares esquecendo das excelências de nossa língua. Realmente não hei de ver doutro modo senão pelo qual com vergonha fico do Brasil.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Considerações Acerca da Nudez Feminina por Hoje

 
Não há melhor época para se ter diante da vista qualquer gente sem roupa. Por além da promiscuidade reinante temos nas incontáveis fotografias, películas filmográficas, peças teatrais ou quaisquer intervenções artísticas malucas para nossa disposição aos quatro cantos do mundo. Certamente que sua grande maioria são de mulheres. Antes tal nudez se conseguia principalmente por outras obras artísticas que não despiam necessariamente corpos femininos mas as imaginações de quem as fazia. Bem... Os motivos recorrentes da mitologia grega davam ensejo para tanto. Temos Eva sim mas não se pode comparar tê-la com Vênus, Minerva, Ceres ou Diana mais a multidão de bacantes e ninfas para todos os gostos.

Para todos os gostos? Sim! Só Rubens e Botticelli comparar.

O contato com a nudez feminina se dava de modo sublime pelas belas artes. As vezes observo chatices supostamente católicas por exemplo contra Rafael Sanzio pintor de Madonas tendo por modelos prostitutas... Elas são desalmadas? Certamente que se Deus as têm sendo seu templo, mesmo vilipendiado, já que são criaturas divinas, algumas inclusive batizadas, conseguem elas em sua beleza dar expressão, ainda que por vislumbre, da belíssima mulher chamada Nossa Senhora: não?

Portanto sensatez ao julgar qualquer coisa.

Tendo sensatez tamanha percebo que nossos dias tal percepção dada por um contato permeado do sublime se perdeu. Maior parte da nudez hodierna das mulheres estampada vai por meios pornográficos. Sem contar as inúmeras supostas obras artísticas que na verdade só são pornografia da pior qualidade: basta nosso cinema ver e lamentar! Apesar de termos vários trabalhos nos meios declaradamente pornográficos bonitos com vistas a dita nudez artística todos os outros rebaixam anjos a demônios... Na verdade meras bonecas sem alma dispostas a sofrerem vis dedadas enfim. É triste! São tão lindos os corpos e tão sujas as almas que lhos contemplam!...

Sei que dificilmente qualquer nudez esculpida pode ser comparada com a carnação humana. Nem a pintura com as cores que lha dá vida. Sim: até da gorda mórbida! Contudo quem promove tanta formosura, sem a gorda citada portanto, não dar proveito da grande facilidade para fazer contemplar o pulcro nu, dispondo colírio tal assim, aos olhos leitores de sonetos...

As pérolas são jogadas a pocilga da tara medonha! Que se torna nojenta por Nelson Rodrigues. Ou doentia por Lars von Trier. Ou mais ainda: também histeria no feminismo de nossos tempos. Êta!

Qualquer esquecer acerca da modéstia não será cá feita. Tal defesa conservadora, contudo, defendo com muitas ressalvas. Hei de não ver pecado na contemplação da nudez feminina vinda de qualquer parte pois o Sumo Bem também é Suma Beleza. Se por qualquer realidade natural, no quão bela vem a ser, posso contemplar a Divindade que dizer da mulher? Ser mais belo não há no mundo que nem ela! Portanto sua nudez estampa sim o divino para meus olhos.

E quem peca? Quem a vilipendia.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Francisco tinha sonhos repletos de poder e glória quando jovem. No meio de tantas guerras ocasionadas por disputas políticas desde que nasceu, com a fantasia trazida pelos romances de cavalaria famosos em seu tempo, Francisco desejava ter a vitória nas batalhas mais a fama conquistada. Sua riqueza material proporcionava tais sonhos mundanos.

Entretanto sabemos que qualquer coisa nada pode valer sem Deus. E Francisco santifica sua vida quando deixa tudo para só se dedicar a Nosso Senhor. Tenhamos então esta fé franciscana de colocar Deus em primeiro lugar de nossas vidas! Digamos que nem Teresa d' Ávila: "Só Deus basta".

+

O sacerdócio feminino, que defendo, deveria ser reavaliado pelo verdadeiro Catolicismo. Daqui decidir pelo sim ou não. Verdadeiro Catolicismo? Sim! O dantes do Vaticano II. Portanto não promovo mais tal sacerdócio pois o Catolicismo da Tradição está numa de suas piores crises! Não vou dar importância para coisas acessórias enquanto todas as essenciais são vilipendiadas. E sei muito bem que boa parte do movimento feminista, quiçá todo, tem mais interesse na promoção dos seres humanos a qualquer custo do que na salvação de suas almas. Assim em respeito devoto para com Deus deixo de defender o sacerdócio feminino. Não fui convencido ser contra tal contudo desejo saber a verdade. Posso me desagradar com ela por um instante? Sim. Mas quem sou para deturpar a realidade? Creio firmemente que mestra dela vem a ser a Catolicidade Romana. Portanto, mesmo com sua desaprovação de minha defesa, continuo-lhe fiel. De bico fechado se for inclusive preciso.

+

Mulheres: amadas mais pela civilização ocidental e menos por qualquer, ou toda, feminista. Mudei de pensamento, por antes em prol do feminismo, pois estudei bastante para compreender as inúmeras mentiras de tal movimento. Defendi-o bastante mas não compreendia que sua promoção a paridade social e política de gêneros se baseia na falsidade. Quão besta fui! Quem deu tal paridade na vera? Justamente nossa tão escarmentada civilização de matriz greco-romana mais judaico-cristã. Bem... Aceito contradições mas com uma condição: estudar, e bem, primeiramente para depois discutir apresentando bons argumentos, ou melhor, argumentos de fato. Chega de reclamações sem pé nem cabeça! Cansei de ser idiota. Sim: apoio paridade de gêneros enquanto seres humanos mas renego qualquer feminismo. Jamais será preciso necessitar dele para defender paridade tal. Deixo portanto de forma clara por cá que renuncio todo feminismo. Xô! Mais: orgulho tenho de ser cortês com as mulheres e com especial tratamento lhes dar importância devida. Somos seres humanos todos porém de dois gêneros: um deles, o feminino, deve ser sempre tratado com galhardia.

+

Descreverei mais uma vez, Mulher, a tua beleza?
Já não queres ouvir poesia... Nem a descrição assim da verdade.
Preferes ignorar e querer alguém que não te presta tributo.
Conversas então, Eva, com Satanás
A ponto de comer aquilo que te foi proibido?

11. 08. 2013
Tarde

+

Quem não deseja receber o carinho da pessoa que nós particularmente gostamos? Ela lembrar do nosso dia natalício por exemplo... Com tantas ocupações mas assim ainda procurar um tempinho para nos dar atenção... Sinceridade? Não há desculpas para sempre nos relacionarmos com quem nós temos afetividade verdadeira.





06. 10. 2013
Tarde

sábado, 1 de novembro de 2014

Litania Rubra

p. P. P.


Multidão de ruivas:
Catedral de fogo.
Devoção ao sol
Com sangue nas veias.
A paixão divina.
Fé de ter martírio.
Nuas cegam olhos:
Tal cor tem Minerva.
Coração e fôlego.
Por Aquiles ira.
Bem à flor da pele:
Latejo corpóreo.
Perigo de vida!
Febre sem ceder:
Estado de sítio.
Dar beijo de língua.
Gosto de pimenta.
Demais é veneno
Sem lhes ter costume...

Prometeu roubou.


13. 01, 2014
Madrugada - Manhã




sexta-feira, 10 de outubro de 2014



E não fui várias vezes a Garanhuns? Formidável! Tão formidável que repeti tantas vezes esta palavra por um espaço curto de tempo que, das gentes acompanhantes comigo durante viagem, uma delas implicou bastante com minha repetência. Também implicância por implicância desta criatura fico com aquela que não dou quaisquer de minhas atenções, ou seja, todas.

O prazer da doce companhia verdadeira foi proporcionado pelas flores lançadas aos logradouros públicos da Suíça pernambucana, pelo tempo nublado que melancolicamente cercava sua cidade das flores, pela frialdade lambendo cada corpo garanhuense. Cá comigo gostei de perceber como pude comungar da paisagem à minha volta: que nem eu tristonha mas acolhedora. Pena que ninguém, ou quase, percebe de mim isso.

Saudade!

*

Lar... Doce lar: sintamo-nos em casa... Não somos a governança do nosso lar? Podemos dispor de todas as nossas vontades como quiser pois estamos em nosso lugar. E neste não podemos dar espaços a quem invade. Sintamo-nos em casa. Sabemos em nosso canto que sempre tudo que fizermos é da melhor forma possível.

Vem a ser o melhor dos mundos possíveis!

Mais pronomes possessivos! Gostamos tanto de gostar com eles: portanto mais! Quantos umbigos precisam deles? Ora... Todos! Eu disse todos. E todos beijando suas crias, talvez seus maiores gostos satisfeitos, os futuros umbiguinhos.

*

Dias atrás pessoas se tornaram visionárias. Entretanto só dias atrás? Claro que não. Horas atrás... Minutos atrás... Segundos atrás... Semanas atrás... Meses atrás... Anos atrás... Enfim: alguém a qualquer momento sempre se vê na disponibilidade de contribuir com mais um acontecimento fantástico no rol dos quintilhões já passados... Bom é salientar: e que presenciou! Mais: com importância primordial.

Mas... Importância primordial?

Como não? Em divulgar a fantasia não faz tanta questão? Supostas explicações mil não dá para convencer quem quer que seja da sua veracidade? Que vem a ser isso senão colocar no posto mais alto sua... Loucura? Com obstinação incrível?

Bem... Palas Atená, sempre juíza, dará cabo daquilo que não é verdade.


*

Força: do tanto que não tenho mas ao menos peço. Tomo nada para mim dela na verdade. Porém com ela resisto. Cada vez mais é necessidade portanto. Quando temos a força? Sós. À glória.

Na representação de Botticelli vejo.



02. 09. 2013 

sábado, 2 de agosto de 2014

É difícil ter amizades. E manter amizades. Também ser amizade de fato. Não são as pessoas amistosas na verdade. Nem saberão como podem ser em sua maior parte. Mas já tratei demais sobre tais situações: chatíssimas que nem as minhas reflexões amistosas. Cá tratarei, com mais chatice, de minha dificuldade para compreender quem, das pessoas que são minhas amigas, tem amizade por mim maior.

Até trato de tanto pois eu também gosto de me ver como melhor amizade sem outra para quem amiga minha vem a ser. Entretanto... Será?

Normalmente se pensa na família quando se fala de grandes amizades. Porém acredito na possibilidade quase nula de familiares amistosamente se relacionando comigo não sendo de minha família. Minha família sabe quão me suporta!

Temos costumeiramente relações íntimas com quem compartilha conosco de mesmas idéias. Eis aqui grandes amizades então? Talvez jamais. Apesar das idéias em comum é só divergir em algum ponto para receber em troca com estranheza tratamento diverso do que normalmente se mantinha.

Pensemos em nossas parcerias sexuais por outro lado... Melhor? Pior! Basta ficarmos sem dar no couro. Sim: existem exceções. Inclusive nos exemplos todos cá citados. Mas com aquelas, em sua maioria formigueiro, não fazemos além do sexo. Relações amorosas exigem tesão para começarem e respeito para perdurarem.

E quem mais gosta de nós? Ou pelo menos isso nos declara? Por incrível que pareça também não. Além da normal não correspondência também normalmente tais falham em dizer a verdade tanto sobre si quanto para quem dão seu carinho: talvez por medo de romper a relação ou com exageradas demonstrações afetuosas expressam sentimentos irreais...

Vamos atrás das amizades infantis assim? Solução: nunca! Somos diferentes, enquanto pessoas adultas, demais comparadas com as crianças.

Nada de pensar em animais, vegetais ou quaisquer seres inanimados, livros por exemplo, pois tal subterfúgio serve tão-só para gente boboca.

Que nos resta?

Duas pessoas quando são independentes e podem com independência tal doar às outras, gostando sinceramente delas sem quaisquer exageros com seus defeitos e qualidades, os frutos obtidos de seus talentos, exercidos sem depender visceralmente doutros seres humanos, terão encontros onde principiarão amizades findadas só pela morte.

Procuramos nos apoiar nas outras pessoas para melhorarmos a nós? É terrível mas já na minha cabeça, por um tempo feita de fossa, mantive tal ridicularia.

Terminamos aqui com a melhor amizade que se pode ter na descrição última? Não. Lembro nosso grande mestre Jesus: “Amor maior não há do que dar a vida”... Consequentemente... “Buscai por primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça. Tudo que mais for? Acrescentado vos será”.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Foda

São exigidas por diversas vezes que tomemos atitudes... Mas tais atitudes são realmente necessárias? Quaisquer atitudes possíveis de serem imaginadas e também assim exigidas... E quem as considera de suma necessidade? Só quem as exige? Se for só quem as exige: por onde vão as outras pessoas? As que vão sofrer, por exemplo, se tais atitudes forem tomadas? Ou melhor: pensas em quem obrigas a tomar tais ou quais atitudes advindas tão-só da tua cabeça? São importantes ou pensas em umbigo teu?

Já me disseram que não sou pessoa de tomar atitudes... Mas quais? As atitudes necessárias só para quem diz que não as tomo? Só vou tomar então atitudes que são para mim, e somente para mim, necessárias: sim? E quem sabe bem avaliar quais as melhores atitudes a serem tomadas vem a ser eu.

Dizem mais: além de não tomar atitudes só sei tagarelar... Ah! Quer dizer assim que descrever algo que tenho grande consideração a ponto de sobre tal coisa me pôr a trabalhar em escritas mil vem a ser tagarelar? Pior de tudo: recebi tal reprimenda de quem aprecia meus textos... Aprecia? Talvez apreciava. Melhor pensar que fingia? Não sei. De qualquer modo bom é tomar primeiramente de minha convivência para depois julgar se minha tagarelice vem a ser sim ou não útil. Quem sabe tanto palavreado não sirva para melhorar a minha vida? Também a de quem me rodeia?

No mais acrescento: gosto de pôr no papel com sangue. Não é qualquer tinta vagabunda portanto. Bem... É clichê mas infelizmente verdade. Talvez as atitudes que tomo são escrever da maneira nunca sonhada por quem tem costume de descrever toda realidade de forma superficial por não compreendê-la com a profundidade precisa.

sábado, 31 de maio de 2014



Quem estuda não estuda.
Quem ensina não ensina.
Só de ver esta má sina
Minha boca fica muda?
Não! E que ninguém iluda
Meu cantar pois com voz forte
Não é de satã consorte...
Formam sem educação?
“Milagres do Brasil são”.

*
Que barafunda seu... Digamos... Espetáculo, senhor Rieu! Quão insuportável também! Músicas tocadas e canções cantadas de tal forma que qualquer produto de digestão animal ganha de todas elas em valor. Eu tentando ler na parte de música clássica da Livraria Cultura... Qual música clássica? Prefiro dar ouvidos ao senhor Teló. Pega sua rabeca, palhaço Rieu, para fazer um novo número com ela: tentar enfiá-la no seu cu. Que tal?

*
Meus cabelos são problema! Caem muitos fios... Eles podem ser encontrados nos lugares mais imprevistos! E para limpar a casa? Que dificuldade! Mas ainda prefiro ter cabelos longos: um ornamento legal para minha cabeça pensante. Mas... Obs.: “És tu que limpas a casa?” (Mainha).


Fernanda Paes Leme não é bem atriz... Mas é linda: particularmente xodó! Talvez esperança se pode ter de que por um dia faça trabalho sério... Daí quem sabe não vem atuação das boas? Espero!




05. 05. 2013

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Estigmas e Confusão


Por vários relatos de pessoas que se tornaram santas, e tiveram os estigmas da paixão de Jesus em seus corpos, as marcas dos cravos que deixaram Cristo de braços abertos na cruz são normalmente descritas nas palmas de suas mãos. Entretanto sabemos hoje, depois de diversos estudos sobre como corpos eram crucifixados em épocas romanas, que só no pulso daria sustento para se pendurar no madeiro: contrariando nas palmas pois, se nelas, estas se rasgariam impossibilitando manter o corpo violentado suspenso na cruz.

Então a Divindade por tanto tempo com enganos manifestou por sua gente fidelíssima chagas onde não as tinha?

Necessitamos compreender. E para começar a compreender exercitemos o nosso poder imaginar. Imaginemos que Francisco recebe seus estigmas, em vez de nas palmas das mãos, nos pulsos... Que rebuliço não seria! Quanta gente chamaria tal manifestação de demoníaca! Quão mais dificultoso não seria reconhecer em Francisco sua santidade! Portanto continuo tendo fé na sabedoria divina: melhor evitar, o máximo possível, empecilhos desnecessários para salvar as almas... Se todas as imagens retratam de forma tal para quê mudar em forma qual?

A Sabedoria Divina toma da sua criação para se manifestar. E seria doutra maneira? Não! Assim ela toma também da composição humana para daí se dar manifesta diante de seres humanos privilegiados. Rememoro Catarina de Sena que via Nossa Senhora mais seu Filho com anjos e pessoas santas em disposições que figuravam nas pinturas de seu tempo. Manifestar de forma diversa da costumeira não ajuda na compreensão: dificulta. Tenho que ter alguma familiaridade com aquilo que desejo compreender: não?

O mundo metafísico portanto se faz mais acessível para tais pessoas escolhidas por meio de sinais que podem ser relacionados com os símbolos em nós compreendidos pelo comum tanto da Natureza quanto da Cultura. Lembremo-nos da pomba. Também do véu rasgado de cima para baixo no templo judaico.

No mais igualmente nos lembremos que confundir em vez de se fazer entender é só com Satanás.

sábado, 17 de maio de 2014

Uma lagartixa, longe de quaisquer coisas feitas por mãos humanas, só sobe por lugares opacos, ou seja, lugares sem transparência que nem os vidros de nossas janelas. Ao menos suponho.

Mas... E quando sobe pelos vidros? Ela não estranha poder ver, além em cima de si, por baixo de seus pés algo do mundo?

Que pena! Já vão acabar com a Coreia do Norte... Podíamos um presente ter dado de parabéns ao PC do B. Qual? Viagem sem passagem de volta para lá! Mas... Os Estados Unidos vão vencer e tudo será Coreia do Sul... Bem: ainda temos China, Cuba...

Ana Paula Valadão pode catequizar os povos indígenas SIM! Eu recebo "catequese" constante das urucubacas esquerdistas, por vezes se fazendo de representantes das culturas indígenas até, no meu curso superior... Não é via de mão dupla?



13. 04. 2013

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Saber


"Ousai Saber!"

Atenas, em teus braços
Nunca vou conseguir
De Vênus os regaços
Confortáveis sentir!
Completa sem abraços
A força costumeira,
Solar pois altaneira
Nos braços,
É tua quanto minha:
Sozinha.


25. 03. 2011
Noite
26. 03. 2011
Noite

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Poucas e Boas com Mérito

Conviver com gente que se diz intelectual sem ser é de lascar meus nervos por tantas vezes quantas já são incontáveis quase... Sim: é recorrente. Dizem que quem apanha jamais esquece porém eu por levar porradas mil mais uma caber na minha lembrança vem a ser impossível. Minha nossa! Pior é que nunca vem só mais uma mas um número delas na casa do quintilhão... Olvido de sua maioria portanto.

Daí viro Judas em sábado de semana santa.

Na brincadeira pueril de malhar Judas tomamos de paus e pedras, mãos e pés com pernas e braços, fogo mais o que possa valer para dar cabo de quem traiu Jesus: em um boneco de pano na maioria das vezes representado simbolicamente. Todavia que digo de minha defesa para quem intelectual se considera? Não sou de pano! Nem meu coração de papel.

Para quem se vê também no meu lugar: oh! Chorai comigo!

Bem sei que para quem não se vê devo dar explicações. Então lá vai.

Pretendo ser intelectual. Por mais de dez anos estudo com afinco. Na busca de dar explicações ao que somos tive problemas sérios. Um deles é ter a pretensão idiota de saber mais do que quem está por minha volta.

Quanta coisa da realidade nos escapa! Pior: nem o próprio real foge também da fugacidade concernente com tudo no mundo pois é suposto. Sabemos das nossas criações: o conceito de realidade vem a ser uma delas. Enfim... A relativização, apesar do mal que nos causa por hoje sua demasia, mostra quão frágil nosso saber pode ser.

Ê Sócrates: interroga-nos mais uma vez!

Pensamos ao menos estar ao pé da verdade mas infelicidade nossa: tão longe de nós está de fato. Contudo teimamos vencer discussões ridículas em vez de conseguirmos reforços para conjuntamente se trabalhar em prol do menor desconhecimento. Sem humildade nos sobrepomos as pessoas como se fôssemos gente que salva... Loucura: não sabemos nós que contrariamente pomos a perder.

Depois não se pode reclamar que nenhum diálogo se tem.

Ninguém tem caminho só. Nem verdade. Tampouco vida.

Minha solidão não é composta tão-só das insensibilidades advindas doutras pessoas para comigo. Também estou nela por algum mérito. Diversas ocasiões em que me comportei mal fizeram de mim gente solitária. Certamente que recebi muitas incompreensões: mas igualmente talvez dei. Percebo com nitidez atualmente tal situação pois agora na posição estou de quem sofre toda pedância que se possa ter em um ser humano. 

Bem... Encontraste, Moura Gonçalves, nenhuma pedra filosofal. Por qual motivo te portas que nem alguém depois de ter tomado posse dela?

Melhor... E quem intelectual pretendia também ser? Afugentas?

Um exame de consciência para fazer me cabe.

Quem quer que nos encontre por aí comumente não espera de nós conversas agradáveis pois são “intelectuais” normalmente: na verdade cheias de pedância. Mais: arrogância! Quem bateu por agora leva! Não agüento quem finge saber sem na verdade saber. Mas... E quem verdadeiramente sabe?

Santa Virgem de Cimbres: dai-me nervos!

domingo, 20 de abril de 2014

Ainda bem! Só de me lembrar que no período das eleições municipais em minha cidade quem andasse na rua com tal cor nas vestes era de qual partido necessariamente... Santa Virgem de Cimbres! Ê lugarzinho para desgosto me dar! Enfim... Usar posso minha cor predileta por agora. Qual? Vermelha.


Ouvir música clássica: dificuldade das medonhas antes do século XX! Minha gratidão estendo para desde radiolas até bons canais de televisão e, principalmente, nossa queridíssima rede mundial de computadores.

Com exemplo tal posso dizer: época para bem adquirir erudição que nem a que vivemos jamais houve. Vamos dar então bom proveito dela?


Feliz Páscoa para todos os seres humanos de boa vontade! Digo mais: e pessoas de boa vontade não ofendem outras por causa de sua religião. Sem a ressurreição do nosso Cristo não só vã seria minha fé mas também o mundo diferente conheceríamos. E certamente pior. "Quem tem ouvidos ouça!"



31. 03. 2013

terça-feira, 15 de abril de 2014

Caim a Ponto de Matar Abel

Gostaria muito de conviver pelo resto de minha vida com certas pessoas de meu presente convívio: posso mudar este meu parecer ao passar o tempo mas eis a vontade manifestada que tenho por agora.

Por enquanto? Não sei.

Todavia para se ter a companhia dessa gente de que gosto, demais até, também aceito presenças agradáveis em nada... Pelo menos para mim. Mas são amigas das pessoas por quem apreço tenho! Que fazer senão aceitar com resignação tal convivência nefasta?

Para se viver em comum com Deus precisamos aceitar Satanás?

Eis o sacrifício.

Porém para quem em ambos oblação tamanha vem a ser oferecida na verdade? Gente cristianíssima me diz que para viver em comum com Deus necessariamente precisamos aceitar a presença de Satanás. O pecado que nós, seres humanos, cometemos no paraíso nos acompanha desde quando fomos expulsos de lá. Para voltarmos ao lugar das delícias imortais pagamos aqui tal pena: conviver com o mal. Temos então nossa sina que só findará com o juízo derradeiro.

Portanto nos sacrificamos em prol de Deus assim?

A condição humana compartilho também com quem recebe meu desafeto. Sei dos meus defeitos: ao pensar nisto logo minoro boa parte das falhas alheias de quem desgosto. Talvez a raiva que dirijo para minhas desavenças não são fruto de projeções minhas que ponho nelas? E por qual razão poucas vezes nos colocamos realmente no lugar de quaisquer outras pessoas? Que dificuldade de sair além de nossos umbigos! Mas... Isso não é possível.

Meu desgosto pode ser efeito de desentendimentos estúpidos... As nossas escolhas são justas afinal? Pergunta que não quer calar...

Então posso trocar Deus por Satanás? Ou praticar inversamente tal troca?

Mas... E Satanás?

Não pode ser escolha?

Sem Deus até?

Conclusão: para se viver em comum com Deus precisamos aceitar Satanás e vice-versa também pois nós somos seres humanos e seres humanos em demasia.

sábado, 5 de abril de 2014

Meus Sonhos Malucos 1

Alguns sonhos meus, ou parte deles, hei de publicar aqui. Vamos ao primeiro.

Temos Hitler. Sim. Adolfo mais seus aperreios suportados tanto por mim quanto por colegas estudantes. Nós fomos visitá-lo: talvez para fazer um trabalho valendo ponto... Não me lembro.

Quais eram seus aperreios? É fácil saber: maldizia gente judia. Durante sua tagarelice víamos seus olhares com desconfiança dirigidos a gente de cor da nossa turma.

Bem ao lado do lugar onde nos encontrávamos com tal criatura mais sua retórica bizarra minha bisavó com minha madrinha de crisma xingavam Hitler desbragadamente.

Mas sei lá por qual motivo tal vítima dos xingamentos de minha parentela queria visitá-la! Pode? Na minha cabeça dorminhoca certamente.

Sabendo que minhas mães odiavam-no resolvi lhe dar instruções para fazer algum agrado talvez possível para minha família. Mas... Quais?

Ensinei-lhe brincar o jogo do contrário. Quando nos seus discursos ele dizia, por exemplo, ser bom em tal jogo dizia seu contrário: ser mal. Não é que concordou fazer a brincadeira?

Foi por demais engraçado presenciar Hitler desdizer todo seu panegírico narcisista. 

Também lembro do sonho que tomei dele livros emprestados e só fui lhe devolver um. Os outros faltavam terminar leitura.

Porém Hitler eu temia pois ele poderia mandar a Gestapo vasculhar a minha casa para procurar os seus livros diante de minha demora.

Teve mais. Contudo só fiz as anotações acima. Fim então. Aguardemos os próximos.

quinta-feira, 20 de março de 2014

As Sentinelas

Todas as pessoas de manhã dizem como saudação "Bom dia!"...
De tarde? "Boa tarde!"...
Depois do sol posto: "Boa noite!"...
Mas as sentinelas, sem saudações específicas, com sonolência tomam as anteriores...

Ou pelas próximas esperam: vigilantes.

17. 10. 2009
Tarde
29. 10. 2009
Tarde

quarta-feira, 12 de março de 2014

Atenção!

És sábia, pessoa que me lê, quando compartilhas do parecer que qualquer e toda religião tem algo da verdade consigo. Contudo precisamos observar a diferença fundamental de duas visões religiosas: pagã “versus” cristã.

Toda visão religiosa pagã vem a ser mais sincrética. Diferente da cristã mais dogmática. Toda pagã parte, grosso modo, da compreensão natural: de baixo para cima. Mas a cristã? De cima para baixo por meio da revelação divina. Naquela não há, mas nesta sim, proselitismo. Podemos dar mais comparações exemplares porém as oferecidas aqui já bastam.

Observação importante: chamo de cristã tal visão para melhor exemplo por nos ser bastante próximo mas não podemos esquecer da religião que primeira se diferenciou das pagãs assim, a judaica, mais a surgida depois de Cristo muçulmana.

Portanto nunca pessoas cristãs, exemplificando, poderão aceitar que todas as religiões são verdadeiras pois do contrário deixarão de ser cristãs! Elas, no máximo, podem aceitar que tem algo da verdade na miríade de doutrinas. Entretanto são estas ultrapassadas pois a divindade já revelou para todas aquelas pessoas tudo que necessitam saber e da melhor maneira.

Conclusão: as duas visões são incompatíveis. Quem adota tal não pode defender qual.

Mas... E sobre pessoas serem grandes por supostamente superarem ambas as visões cá comentadas?

Prefiro continuar em minha baixeza. Tudo bem?

segunda-feira, 3 de março de 2014

Meu Carnaval

Faço questão de todos os anos ir aos desfiles dos blocos líricos no Marco Zero recifense. Lá realmente participo da folia pois canto de boca cheia canções com letras bem elaboradas. E sou fã de músicas saudosistas ou com algo pesaroso.

Sei que com Edgard Moraes os frevos de bloco começaram a ter letras melancólicas. Assim ele se tornou justamente de tais melodias seu maior compositor! É genial contrapor alegria com tristeza por ser a vida composta delas. E juntas.

Não há tristeza por maior que seja que não tenha sua quota de felicidade. Também vice-versa.

Melhor: contrapor alegria com tristeza no Carnaval! Festa que normalmente se faz para dar esquecimento das dores cotidianas.  Mas os flabelos carnavalescos não deixam esquecer as lágrimas escorrendo por lábios antes sorridentes.

Qualquer melancolia se torna mais intensa com toda saudade. Palavra que tão singular até nomeia bloco! Seu desfile começa logo lembrando todos os pares anteriores a sua fundação com a canção intitulada Valores do Passado. Recordação mais linda não presenciei!

Contudo meu preferido vem a ser o “das Ilusões”. Um pierrô sentado na lua tocando banjo: bom emblema. Bloco que tem ligações com o conhecidíssimo de frevo rasgado Galo da Madrugada. São do mesmo bairro por exemplo: São José.

Tal lugar famoso vai bem cantado na composição Bairro dos Meus Amores.

Vão para mais de duas dezenas a desfilar na segunda-feira fim de tarde. Seguem pela noite. Minha primeira vez não esqueço. Foi no momento máximo do desfile quando se faz homenagem a quem é parte dos blocos líricos e por eles dedica boa parte de sua vida.

Getúlio Cavalcanti, maior compositor vivo para frevos de bloco, recebeu devida gratidão em meio de três agremiações irmanadas que cantaram-no com plenos pulmões. Daí por diante nunca mais deixei de me fazer presente lá: cantando também a ponto de ter rouquidão.

Apesar de ser jovem igualmente tenho meus motivos para relembrar Carnavais inesquecíveis que jamais voltarão. A minha cidade natal infelizmente não tem mais o seu. Somos uma Bahia dentro de Pernambuco: que profanação! Axé mais outros ritmos sem ter até qualquer relação com Carnaval são tocados.

Que me resta senão cantar?

Um bom repertório segue. Por Aldemar Paiva: Saudade. Por Heleno Ramalho: Flabelo das Ilusões. Por José Menezes e Geraldo Costa: Terceiro Dia. Por Nelson Ferreira: Bloco da Vitória. Por Samuel Valente: Saudosos Irmãos.

Bom acrescentar as de quando se tinham disputas entre blocos. As bem conhecidas são a de Chico Baterista, Xô! Xô! Pára-Quedista, mais a de Roberto Bozan, Pára-Quedista. Com outras do velho Moraes dou fim: A Dor duma Saudade; Recordar é Viver; Saudosos Foliões.

sábado, 1 de março de 2014

Sem Vida: sem Nada

Com atraso para compromisso resolvi contudo ficar em casa só mais um pouco: quis ver uma notícia veiculada pelo telejornal local.

Temos uma tradição carnavalesca que não ocorreu por 2014. Por Olinda vemos em pleno Carnaval mil bonecas e bonecos enormes desfilando nas suas ladeiras. Antes de tal festa tais enormidades disputam corrida.


Sim: literalmente correm.

O povo que não gosta de Carnaval certamente vê tais tipos de manifestações como meras puerilidades. Entretanto tal festividade não é momento de nos tornamos crianças? Enfim... O Carnaval se faz de diversas brincadeiras.

Mas um problema: não ocorreu por qual motivo?

Com atraso de pagamentos as pessoas que dão vida para seus brinquedos carnavalescos enormes resolveram protestar se recusando dar qualquer carreira.

Não é de primeira vez que se reclama vários atrasos de pagamentos. Quem trabalha no Carnaval (Por incrível que pareça também se trabalha para fazer Carnaval) normalmente recebe seus proventos mais de seis meses após a festa.

Bem... Injustiça não pagar logo depois de cumprir o trabalho: não?

Valorizo demais quem carrega tanto peso. Não só dos quilos mas da nossa cultura principalmente. Vinda de Portugal mas aqui peculiar. E belíssima na sua manifestação plena.



Cá não vou perder tempo discutindo desde significado de símbolos até quão importante vem a ser o lúdico. Quem tem boa vontade pesquisa sobre para tirar qualquer conclusão do tema.

Nossas instituições públicas dificilmente valorizam nossas tradições como deveriam ser valorizadas: eis a conclusão.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Tatu no Cu

Zanzando no Recife sem qualquer compromisso dei com o cartaz do filme “Tatuagem”. Exibição sua no São Luiz. Ingresso pago: fui vê-lo.

Nele temos um tanto de gente louca que faz supostas encenações teatrais nua. No período da ditadura também temos um soldado que vai conhecer tal gente.

Vemos diante de nós a paixão do soldado para com o mentor do grupo teatral. Relação homossexual. Misturada com promiscuidade. Promiscuidade que rima com felicidade.

Porém temos o quartel. Porém temos a família conservadora do soldado. Porém temos assim hipocrisia tanto dos quartéis quanto das casas de família.

Temos o sargento que já comia seu soldado. Seu soldado que deixou de lhe dar o cu para com outra rola curtir um novo contato mais amoroso: sem falsidade.

Temos igualmente na família do soldado mulher grávida que vai parir uma criança sem cérebro. Foi castigo divino: diz a matriarca da casa. Nem sabia que seu neto participava...

Das orgias teatrais. Dos tragos de maconha. Da liberdade liberal liberta liberada. Da crítica contra qualquer instituição opressora que não deixa nossos órgãos sexuais escolherem só salada mista.

Clímax não só do filme mas também único possível para todos os seres humanos: exaltar o cu. Por qual motivo? Todas as pessoas têm. É, portanto, democrático.

Mas a repressão ditatorial proíbe tal exaltação. Entretanto vão exaltar o cu sem precisar de permissão! Assim, no momento dos rabos desnudos no palco, militares invadem a peça.

Tal película nos faz pensar nas demandas que toda nossa sociedade tanto pede constantemente sem trégua por hoje. Legalização das drogas. Aborto. Casamentos civis entre pessoas de mesmo sexo.

Sou pessoa tão retrógrada! Minha vontade de ficar sem roupa para comer todos os cus deveria falar mais alto mas abafo tal naturalidade com um pudor sem vergonha.

Pudera! Vim de cidade por bandas interioranas... Que nem o soldado do filme. Não sou liberal que nem a Capital.

Mas, diferente de mim, temos o militar Fininha na frente de seu tempo liberando sua parte de trás. Talvez ele não coma por apelido. Lindo! Doce! Doce de coco!

Com acento circunflexo vai meu preconceito contra toda relação naturalíssima de conhecer em profundidade nossos traseiros.

Em meu conservadorismo que não pode ser aceitável por só pensar nos traseiros femininos ansiosamente procurados por meus olhos sem o destaque dos másculos.

Recomendo ver “Tatuagem”: bem elaborada sobre corpo tão humano. Cheio de sofreguidão para conseguir orgasmos mil. E só.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Intolerância Religiosa Bem Exemplificada

Sim. Muitas pessoas não tiveram boas experiências com gente religiosa... Carolice foda que deseja, por exemplo, cortar os órgãos sexuais fora se não prestam tão-só para procriação. Entretanto tais pessoas não podem se basear em seu trauma para julgar a religião. Ou não e teríamos mulheres abusadas sexualmente por homens maldizendo toda raça masculina que vai ser assim até ré de morte! Não?

Observação: as feministas radicais são idiotas. Melhor: todas! Mas... À linha de raciocínio retornemos.

Em todo julgamento julga quem obrigatoriamente dá seus ouvidos tanto para quem acusa quanto para quem defende. Quem julga vai ter então equilíbrio para poder concluir dos discursos a veracidade dos fatos. Não se pode julgar toda coisa sem ter os elementos necessários para dar qualquer veredicto. Bem... Ou não e teríamos vítimas transformadas em rés e vice-versa.

Bom acrescentar: nenhum julgamento pode se basear em meras impressões.

Juízo que se pode tirar das exigências recentes das Nações Unidas “sugeridas” ao Catolicismo: são pura má fé.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Não há possibilidade de diálogo se ninguém pretende ver os seus defeitos. E nem apelar para Palas Atenas adiantará. Temos que com ela lidar enquanto seres humanos humildes e sinceros. E com apreço pelos nossos pares.


Vamos elogiar os seres humanos um pouquinho. Só poucochinho! Pode ser? Então avante! Mão na roda: rede mundial de computadores. Êta maravilha!


Uma professora doutora disse para sua classe de curso superior que sua mãe gostaria de livros escritos por sua filha mais recheados. Sempre tais obras eram finas!... Ela gostaria de livros escritos por sua filha que pudessem ficar de pé.

Tal professora fez um livro que fica de pé. Bem... Um livro de vários artigos científicos organizados por ela.



25. 03. 2013

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Força Peculiar


Minha cidade, lugar amado mas também, admito, certas vezes odiado por mim, onde sou jovem e fui criança, faz neste mês baita festa. Não é festa de badalação. Mas é de badalo: de sino. Sino porém não só tocado na torre do templo. Tem Antão, santo dos mais venerados pelo catolicismo bizantino, mas no Brasil só sendo padroeiro de cidade venerado por cá na minha (Veja só, quem me lê, meu privilégio!), na ponta de seu cajado também um sino. Contra qualquer incêndio tal santo protege: tanto de casa quanto de mata. Portanto nada digo dos que são provocados embaixo das roupas.

Entretanto precisamos lembrar Antão sendo monge. Talvez ele também ajude mandar para longe toda luxúria. No deserto, por onde viveu quase que seu tempo de vida completo, foi tentado por algo que se fazia passar por mulher mas era Satã. Também então o fogo das pernas ele conhece bem e sabe dá fim... Êta! Voltemos ao sino do cajado.

Para bem alertar qualquer incêndio começando se faz barulho: daqui temos a campa na ponta do báculo santo... Não era cajado? Bem... Outra peculiaridade vitoriense, pois a cidade se chama Vitória, Vitória de Pernambuco, que temos: Antão em imagem de trajes episcopais.

Sei lá por qual motivo! Talvez, que nem Alexandre, por grande ser. Ou, como diz Frei Manuel Calado, glorioso.

Festejamos Antão em novena. Depois, no dia de sua morte, fazemos procissão e temos missa rezada. Já vão fazer, daqui por algumas translações, quatrocentos anos de devoção! É tempo!

No tempo do povo batavo, quando colonizador das bandas do Recife, depois que Maurício de Nassau deixou de governar Pernambuco, tivemos aqui batalha por tabocais que viram a flor da soldadesca neerlandesa perder feio de primeira vez para nossa nação açucarada. Vitória por tal período não passava de povoado mas Antão a protegia já. Dizem as crônicas que nosso padroeiro, juntamente com a Virgem Maria, deu proteção em favor da vitória pernambucana.

Desde lá sua proteção é das boas! Por bastante tempo nós plantávamos em pequenos roçados: diversos das grandes plantações de cana próximas ao litoral. Vivíamos de feira. Ganhávamos pouco. Precisávamos nos alimentar com as roças portanto. Nossos maiores inimigos então eram animais. Os porcos do mato davam fim às nossas plantações. As onças suçuaranas matavam nosso gado miúdo. Sim: estávamos em lugar bravio que nem o do santo. Só que cá não era deserto mas mata.

Relembremos as tentações. Outras, além da feminina, teve nosso santo pai. Travestido de bicho feroz, ou de qualquer coisa que pudesse fragilizar um ser humano, Satanás não deu sossego por um bom tempo para nosso velho. Mas a resistência de quem é pelo céu faz desandar intentos diabólicos mil! Portanto cá nós estamos. Também sobrevivemos. Antão é forte! Festejamos então bem e não hei de falar na festa profana pois igual que qualquer outra vem a ser. Aqui desejo tratar só de peculiaridade. No mais: de vez em quando também a festa se torna tentação... Há!

sábado, 11 de janeiro de 2014

Meia-Volta

Sim. Mudei. Bastante.

Desejava transformar o mundo... Mas com que direito? Desconheço quase tudo do mundo! Pouco daquilo que talvez eu conheça me dá direito de transformá-lo?

Sim. Mudei. Bastante.

Percebi quão absurdo meu desejo poderia ser. E mesquinho também. Então decidi largar o feminismo. Voltei para meu lugar: o Catolicismo.

Sim. Mudei. Bastante.

Com humildade vou procurar entender agora bem a tradição cultural proporcionada pelas melhores cabeças para depois questioná-la nalgum ponto: se for necessário tal questionamento. Calar-me-ei se não for.

Sim. Mudei. Bastante.

Mas, enquanto desejava transformar, uma vez afirmei que com erro sabendo daria meia-volta para retornar a verdade. Pois é: dei.

Sim. Mudei.

Basta de maluquice!