sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dos Meus Ouvidos Aos Outros

Os horários mais inapropriados, ao menos para mim, são entregues quase todos a minha vizinhança vez por outra para suas audições escrotas de barulhos cadenciados. Sim: digo das supostas músicas célebres principalmente nos ouvidos desacostumados com verdadeiras melodias. Em horário comercial muitos aparelhos de som nos seus altíssimos volumes... Terei de trocar o dia pela noite para ler? Madrugada mais alvorecer... Só posso ler assim? Ouvir e pensar em paz sem interferências desde só desconfortáveis até "pede para sair"? Pior: só poderei dormir no barulho? Bem... Madrugar é bom para pôr a cabeça no travesseiro!

Nem consigo ter saudade das épocas onde sons mais altos escutados vinham de carrilhões ou fogos! Não as vivi... Desconforto tão pouco... Contudo minha vó prefere barulho: muito barulho. Mas... Esqueço dela: prossigamos. Em meus tempos infantis ouvia na rua Dominguinhos e sua companhia sanfoneira, brega como de Reginaldo Rossi, Raça Negra com seu pagode choroso, duplas sertanejas que não aprenderam dizer adeus e, quando ninguém aguentava mais as opções anteriores, Raul Seixas. Infelizmente por hoje mudamos e do bom gosto só restou sua lembrança...

"Não aprendi dizer adeus"?

Bem... Como do mau gosto não posso dar conta peço moderação. Vamos abaixar os volumes?

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Esclarecer. E Bem Esclarecer

  

As conversas pessoais ainda podem ser aproveitáveis. E bem esclarecedoras. Bastaram duas palavras para minha colega de curso superior extraordinariamente simplificar o que foi dito por mim sobre... No decorrer do "causo" por aqui contado se saberá.

Tanta gente pretende conseguir hoje, com propostas várias e, por causa da sua grande quantidade, mirabolantes algumas, salvar o mundo de sua suposta desgraça. Mas cada vez mais eu vou concordando com uma frase vez em quando dita por Olavo de Carvalho... Qual? Bem... "O mundo seria muito melhor se não houvesse tanta gente empenhada em melhorá-lo".

Concordo que vem a ser discutível tal parecer. Inclusive que nem qualquer um! Entretanto pelos contextos bem entendidos tanto das obras de Carvalho quanto da conversa que tive com a colega talvez acabemos não discordando. Tal colega, concorde com o proposto, facilita mais ainda sua compreensão ao falar o seguinte.

"No frigir dos ovos o povo melhor diz no provérbio: 'De boas intenções o inferno está cheio'"... Finalizando sua parte na prosa com um gesto quase que de desdém.

Bem... Hei de fazer então o que disse Raul Seixas: "Vou levar um lero com o diabo antes que o inferno fique cheio..."

Desconsiderando seu gesto desdenhoso foi bom arremate para nossa discussão seu dito. Colabora para bem esclarecer a situação por nós vivida cotidianamente. Também nos mostra que nem sempre conversar é "jogar conversa fora".

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Pesos Ideológicos e Medidas Tronchas que Resultam em, no Mínimo, Peiticas

Estou sem paciência com qualquer tipo de militância. Por tempos mais conturbados, bem representados naqueles em que se tem ao menos uma possibilidade de revolução iminente, vem a ser justificável tomar partidos de sangue nos olhos... Porém hoje não.

A modernidade venceu: disto testemunho maior dá quem ainda pode defender a tradição. "Ainda" digo pois vai chegar o tempo de não poder: infelizmente. Por qual motivo? Disputas sem freio.

Sem alteridade nada de mesmidade.

Mas esquecemos das possíveis obviedades e nenhuma discussão levamos a sério pois todas elas terminam com mil gritarias impossíveis de serem mais baixas. É facínora para lá... Sepulcro caiado para cá... Machista com histeria de revirar úteros. Sem contar que termos referentes aos posicionamentos em embate dirigidos aos divergentes viram palavras horrorosas. Nem é necessário dar por acréscimo mas... Vá lá: calão.

Apesar de supostamente promoverem a liberdade de qualquer expressão por debaixo dos panos tentam de todas as maneiras impossibilitar manifestações ou liberais ou conservadoras... Que democracia! Precisamos de partidos, sem o sangue nos olhos, com tais bandeiras além da mesmice tão impostamente tremulada.

Também espaço: precisamos ter espaço. Para todas as pessoas. Assim arejar espíritos... E pôr longe miasmas causados por um só modo de ver a realidade.

sábado, 3 de novembro de 2012

Sobre Rachel Sheherazade

Nietzsche diria que tal criatura nem Apolo consegue compreender realmente pois desconhece por completo Dionísio. Bem... Eu digo melhor: ela nem Atenas compreende... Quanto mais Afrodite!