sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dos Meus Ouvidos Aos Outros

Os horários mais inapropriados, ao menos para mim, são entregues quase todos a minha vizinhança vez por outra para suas audições escrotas de barulhos cadenciados. Sim: digo das supostas músicas célebres principalmente nos ouvidos desacostumados com verdadeiras melodias. Em horário comercial muitos aparelhos de som nos seus altíssimos volumes... Terei de trocar o dia pela noite para ler? Madrugada mais alvorecer... Só posso ler assim? Ouvir e pensar em paz sem interferências desde só desconfortáveis até "pede para sair"? Pior: só poderei dormir no barulho? Bem... Madrugar é bom para pôr a cabeça no travesseiro!

Nem consigo ter saudade das épocas onde sons mais altos escutados vinham de carrilhões ou fogos! Não as vivi... Desconforto tão pouco... Contudo minha vó prefere barulho: muito barulho. Mas... Esqueço dela: prossigamos. Em meus tempos infantis ouvia na rua Dominguinhos e sua companhia sanfoneira, brega como de Reginaldo Rossi, Raça Negra com seu pagode choroso, duplas sertanejas que não aprenderam dizer adeus e, quando ninguém aguentava mais as opções anteriores, Raul Seixas. Infelizmente por hoje mudamos e do bom gosto só restou sua lembrança...

"Não aprendi dizer adeus"?

Bem... Como do mau gosto não posso dar conta peço moderação. Vamos abaixar os volumes?

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