sábado, 2 de agosto de 2014

É difícil ter amizades. E manter amizades. Também ser amizade de fato. Não são as pessoas amistosas na verdade. Nem saberão como podem ser em sua maior parte. Mas já tratei demais sobre tais situações: chatíssimas que nem as minhas reflexões amistosas. Cá tratarei, com mais chatice, de minha dificuldade para compreender quem, das pessoas que são minhas amigas, tem amizade por mim maior.

Até trato de tanto pois eu também gosto de me ver como melhor amizade sem outra para quem amiga minha vem a ser. Entretanto... Será?

Normalmente se pensa na família quando se fala de grandes amizades. Porém acredito na possibilidade quase nula de familiares amistosamente se relacionando comigo não sendo de minha família. Minha família sabe quão me suporta!

Temos costumeiramente relações íntimas com quem compartilha conosco de mesmas idéias. Eis aqui grandes amizades então? Talvez jamais. Apesar das idéias em comum é só divergir em algum ponto para receber em troca com estranheza tratamento diverso do que normalmente se mantinha.

Pensemos em nossas parcerias sexuais por outro lado... Melhor? Pior! Basta ficarmos sem dar no couro. Sim: existem exceções. Inclusive nos exemplos todos cá citados. Mas com aquelas, em sua maioria formigueiro, não fazemos além do sexo. Relações amorosas exigem tesão para começarem e respeito para perdurarem.

E quem mais gosta de nós? Ou pelo menos isso nos declara? Por incrível que pareça também não. Além da normal não correspondência também normalmente tais falham em dizer a verdade tanto sobre si quanto para quem dão seu carinho: talvez por medo de romper a relação ou com exageradas demonstrações afetuosas expressam sentimentos irreais...

Vamos atrás das amizades infantis assim? Solução: nunca! Somos diferentes, enquanto pessoas adultas, demais comparadas com as crianças.

Nada de pensar em animais, vegetais ou quaisquer seres inanimados, livros por exemplo, pois tal subterfúgio serve tão-só para gente boboca.

Que nos resta?

Duas pessoas quando são independentes e podem com independência tal doar às outras, gostando sinceramente delas sem quaisquer exageros com seus defeitos e qualidades, os frutos obtidos de seus talentos, exercidos sem depender visceralmente doutros seres humanos, terão encontros onde principiarão amizades findadas só pela morte.

Procuramos nos apoiar nas outras pessoas para melhorarmos a nós? É terrível mas já na minha cabeça, por um tempo feita de fossa, mantive tal ridicularia.

Terminamos aqui com a melhor amizade que se pode ter na descrição última? Não. Lembro nosso grande mestre Jesus: “Amor maior não há do que dar a vida”... Consequentemente... “Buscai por primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça. Tudo que mais for? Acrescentado vos será”.

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