sábado, 14 de novembro de 2015

Observação Extremamente Sensível

Amarguras a vida sempre vai nos dar ao paladar espiritual. O coração inevitavelmente por causa delas será ferido. Que fazer perante tanto sofrimento? Nada mais que suportá-lo. Tal suporte nos há de ser oferecido pelo próprio ferimento por cicatrizar mas ofendido novamente por inúmeras vezes: sua resistência. Não será tão fácil da segunda vez ferir que nem a prima. Portanto que nem a vida de quem a guerra vai mas não volta do jeito que foi.

Tamanha fortaleza vai causar admiração. Mas o forte não pode ser construído por areais de desejo. Todo sacrifício se faz na parte mais interior do templo. Na maior parte das vezes o querer tão-só particular não tem vez nas melhores escolhas. Assim a vontade vem a ser diversa por demais da vocação. A vocação é substância daquilo que somos. O desejo nada mais é que toda vontade de nos esquecermos.

As paixões certamente são o presente dado pela serpente para nossa primeira mãe. Nosso presente: que nem caixa de Pandora. Com Eva demos portas abertas de par em par aos esquecimentos constantes, anestésicos ou narcóticos, sobre toda verdade. Quem há de viver por hoje sem isso? Contudo quem for cumprir com o seu ser humano vai ter de suportar a dor. A dor amargurada. Só. Sem compartilhar pois as outras pessoas também têm seus amargores. E ninguém está com disposição a sobrecarregar seu peso.

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