Zé Pereira Chegou!

Vitória de Santo Antão, no sábado de Zé Pereira, vive no topo de seu Carnaval. Topo, diga-se bem, andino. Comparável ao do Recife, que vem a ser himalaio, no Galo da Madrugada. Folia que, de tão alta, foi criada por alguém extraterrestre! Seu nome vem a ser Etesão. Com Etesuda, seu cônjuge, faz pular frevos e mais frevos extremamente rasgados quase metade de meu burgo. Quase metade de minha cidade sabe, por agora, descer a ladeira do Braga: tão estreita quanto das amizades excelentes seus abraços. Ou das paqueras ardentes seus enlaços de bem fazer amor. E raia pelos logradouros próximos até tomar conta de boa parte do comércio vitoriense pois é multidão. E muita gente de fantasia! Sim: é tempo de Momo. Com vária gente de pouca roupa pois é calor de coração e não só de sol. Alguém bêbedo, não somente bebum mas já para lá de Bagdá por até, consegue frevar ainda: bem embalado pela cachaça. Sabe cambalear no pulso das orquestras: infelizmente só duas. No mínimo do mínimo ser quatro deve...