sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Tatu no Cu

Zanzando no Recife sem qualquer compromisso dei com o cartaz do filme “Tatuagem”. Exibição sua no São Luiz. Ingresso pago: fui vê-lo.

Nele temos um tanto de gente louca que faz supostas encenações teatrais nua. No período da ditadura também temos um soldado que vai conhecer tal gente.

Vemos diante de nós a paixão do soldado para com o mentor do grupo teatral. Relação homossexual. Misturada com promiscuidade. Promiscuidade que rima com felicidade.

Porém temos o quartel. Porém temos a família conservadora do soldado. Porém temos assim hipocrisia tanto dos quartéis quanto das casas de família.

Temos o sargento que já comia seu soldado. Seu soldado que deixou de lhe dar o cu para com outra rola curtir um novo contato mais amoroso: sem falsidade.

Temos igualmente na família do soldado mulher grávida que vai parir uma criança sem cérebro. Foi castigo divino: diz a matriarca da casa. Nem sabia que seu neto participava...

Das orgias teatrais. Dos tragos de maconha. Da liberdade liberal liberta liberada. Da crítica contra qualquer instituição opressora que não deixa nossos órgãos sexuais escolherem só salada mista.

Clímax não só do filme mas também único possível para todos os seres humanos: exaltar o cu. Por qual motivo? Todas as pessoas têm. É, portanto, democrático.

Mas a repressão ditatorial proíbe tal exaltação. Entretanto vão exaltar o cu sem precisar de permissão! Assim, no momento dos rabos desnudos no palco, militares invadem a peça.

Tal película nos faz pensar nas demandas que toda nossa sociedade tanto pede constantemente sem trégua por hoje. Legalização das drogas. Aborto. Casamentos civis entre pessoas de mesmo sexo.

Sou pessoa tão retrógrada! Minha vontade de ficar sem roupa para comer todos os cus deveria falar mais alto mas abafo tal naturalidade com um pudor sem vergonha.

Pudera! Vim de cidade por bandas interioranas... Que nem o soldado do filme. Não sou liberal que nem a Capital.

Mas, diferente de mim, temos o militar Fininha na frente de seu tempo liberando sua parte de trás. Talvez ele não coma por apelido. Lindo! Doce! Doce de coco!

Com acento circunflexo vai meu preconceito contra toda relação naturalíssima de conhecer em profundidade nossos traseiros.

Em meu conservadorismo que não pode ser aceitável por só pensar nos traseiros femininos ansiosamente procurados por meus olhos sem o destaque dos másculos.

Recomendo ver “Tatuagem”: bem elaborada sobre corpo tão humano. Cheio de sofreguidão para conseguir orgasmos mil. E só.

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