sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Suposta Preservação da Nossa Cultura


Quem toma conta da cultura pernambucana por hoje? São pessoas que desconhecem o significado da palavra tradição. Portanto se vão conservar algo dela conservarão mal: supondo que vão conservar alguma coisa!

Vejamos exemplos.

Desejam preservar igrejas antigas cristãs mas são pessoas idólatras... Vão preservar bem tais templos? Querem manter os prédios antigos de pé mas são pessoas adeptas das escolas artísticas modernistas... Vão mantê-los bem de pé realmente? Demonstram orgulho do passado glorioso de nossa província mas suas peças de teatro, filmes, espetáculos musicais ou quaisquer outras manifestações culturais pouca coisa, talvez até quase nenhuma, retrata bem tal História... Qual orgulho?

Por além disso leem mal e poucamente. Compreendem qualquer coisa mal portanto. São ignorantes maiorais de sua própria cultura! Sem contar as interpretações acerca de Pernambuco todas distorcidas por causa de tantas ideologias malucas. Enquanto dinheiro público lhes pesa nos bolsos tais criaturas infelizmente sujam assim o nosso patrimônio cultural.

Nada mais além da verdade digo.

Sim: até posso concordar que Pernambuco se tornou refém de sua tradição revolucionária. Mas estudando bem as nossas revoluções a maior parte de suas ideias era legitimação política cabível para pessoas conservadoras.

Vejamos exemplos?

A nobreza de nossa pátria surgiu no batismo de sangue da Restauração Pernambucana. Surgiu que nem qualquer nobreza legítima portanto. Nossa primeira tentativa de praticar a república, de primeira vez nas Américas inclusive, foi capitaneada pela nobreza! Não aguentávamos mais Portugal por descumprir mil acordos feitos conosco. Legítima vem a ser assim a derrubada do mau regime por um, ao menos aparentemente, melhor.

Basta consultar Tomás Aquinense.

Nos tempos revolucionários a maior parte das ideias que fundamentavam a revolta bebiam da tradição tanto pernambucana quanto da comum aos povos ocidentais. Basta lembrar a frase de 1817: "Pernambuco segunda vez restaurado".

Todavia desconhecíamos ingenuamente que qualquer proposta revolucionária, por mais bondosa que possa parecer, largará mão da tradição quando lhe for empecilho para sua manutenção esta. Presenciamos hoje tamanha tristeza com a gente revolucionária de plantão que toma conta da nossa cultura.

Sem mais.

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