quarta-feira, 29 de abril de 2015

De Colega para Colega

Saudação


Minha gente colega minha:
Melhores colegas no mundo não há!
Sem quase qualquer amizade...
Mas posso cantar com prazer a minha gente: colegas.
A sua companhia madura.
Pelo menos supostamente madura.
Companhia com seu quê de salutar
Pois sem a grande dependência das amizades
Temos maior liberdade com ela.

Minha gente!
Tão colega minha!
Não sei lidar com a liberdade porém.
Contudo não sei lidar com a minha carência também.
Não sei lidar com vocês enfim.
E minha chatice cobra só tudo que talvez
O coleguismo nunca vai poder oferecer.
Ah, colegas!
Eis a minha tristeza persistente.
Minha tristeza que me proíbe
De conviver com vocês plenamente
No coleguismo verdadeiro.

Mas assim ainda canto qualquer coleguismo
Pelo coleguismo de vocês.
Inimizades até podem ter entre si coleguismo!
Talvez a nobreza vem a ser encontrada
Verdadeiramente
Na relação entre colegas.
Na relação louvável de colegas.
Canto tal relacionamento por ele ser louvável.
Que nem em Esparta por quem buscava guerra...
Que nem por Atenas em plena democracia...

Sabemos igualmente do mau coleguismo.
Da mesma forma sei de minha desconfiança com vocês.
Entretanto quantas provas de bom coleguismo vocês me deram?
Com elas é possível cantar
Portanto nosso coleguismo.

De colega para colega
Canto.
Canto nossa possibilidade de nos desconhecermos futuramente.
Depois de não nos vermos anos a fio
Fingiremos que nos desconhecemos
(Aposto!)
Quando por acaso de novo nos encontrarmos
Ao virar qualquer esquina
Construída pela nossa condição humana.
Bem...
Aceitemos isso pois fará parte também de nosso coleguismo.

Minha gente colega minha:
Melhores colegas no mundo não há!
Sem quase qualquer amizade...
Mas posso cantar com prazer a minha gente: colegas.
A sua companhia madura.
Pelo menos supostamente madura.
Companhia com seu quê de salutar
Pois sem a grande dependência das amizades
Temos maior liberdade com ela.


13. 02. 2012

Nenhum comentário:

Postar um comentário