sábado, 11 de fevereiro de 2017

Por incrível que pareça já recebi numa de minhas nádegas apalpadela de mão fêmea. Faz tempo. Nós éramos mais jovens com hormônios à flor da pele. Bem... Gostei! Depois não compreendo tantas reclamações para meras cantadas... As mulheres sofrem demais! Só que não percebo.

Galanteios são algo completamente diverso das agressões verbais. Portanto não vamos meter uns com outras no mesmo saco. Bom lembrar: a moça que me fez festa na nádega só fez por troça. Que pena! Bem... Então eu poderia me revoltar e dizer: assédio! Mas não.

É preferível compreensão em vez de vítima se fazer e ficar reclamando sem necessidade. Não hei de morrer por causa de troças. E, quem sabe, mulheres realmente não sofram por levarem elogios por aí com leve sabor de pimenta. Mas... Enfim: estou talvez a vos fazer um discurso com requintes de crueldade...

Sabe-se lá!

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Impressiono-me deveras o quão ignoramos coisas importantíssimas... Chega dá gosto de ler os conimbricenses! Explicando bem frase por frase nosso grão Aristóteles. Hei de tentar aprender latim para depois tomar os estudos coimbrãos na fonte. Por enquanto só com livros introdutórios e traduções de fragmentos. Mas já contente por conhecer algo que realmente preste.

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Quando se falam, vez por outra, de crianças, em livros historiográficos principalmente, com grande pesar acentuam que todas elas foram educadas em tempos atrás que nem pessoas adultas em miniatura... Horror! Mas educamos as crianças sempre para ficarem retardadas ou para crescerem? Os desenhos animados, por exemplo, facilitam qualquer aprendizagem. Bem... Aprender não amadurece?

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Com a reforma litúrgica do Conciliábulo Vaticano II todas as igrejas hoje tocam as músicas mais inadequadas que todo mau gosto possibilita. Dar pontapés em desde belíssimas composições polifônicas ditas clássicas até, maior de todas e quaisquer composições musicais litúrgicas, o cantochão é trabalho de quem realmente não só tem um profundo mau gosto mas tem tal gosto morando nas profundas dos infernos.

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Quando com dor de cotovelo meus ouvidos vão atentos ao brega: várias vezes inclusive da pior qualidade. Com dor espiritual mais séria, luto por exemplo, prefiro dar ouvidos, até por demais, a música clássica. Mas enquanto dói sem trégua não tendo qualquer razão aparente desejo bem ouvir o fado português.

É: tal dor última se chama Saudade.

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Não compreender quem poesia faz por escrever diuturnamente sobre mulheres é revelar um mau gosto sublime. Que desgosto! Raríssimas pessoas, assim privilegiadas, viram anjos diante de si: portanto com exceção delas nada de tão belo poderemos contemplar além da mulher em nossa vida fugaz. E que, sendo possível qualquer abominável discordância, toda língua se cale!

Sim: mandar a língua se calar é mesma coisa que mandar calar a boca... Tudo bem?




15. 02. 2014
Noite


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