terça-feira, 15 de abril de 2014

Caim a Ponto de Matar Abel

Gostaria muito de conviver pelo resto de minha vida com certas pessoas de meu presente convívio: posso mudar este meu parecer ao passar o tempo mas eis a vontade manifestada que tenho por agora.

Por enquanto? Não sei.

Todavia para se ter a companhia dessa gente de que gosto, demais até, também aceito presenças agradáveis em nada... Pelo menos para mim. Mas são amigas das pessoas por quem apreço tenho! Que fazer senão aceitar com resignação tal convivência nefasta?

Para se viver em comum com Deus precisamos aceitar Satanás?

Eis o sacrifício.

Porém para quem em ambos oblação tamanha vem a ser oferecida na verdade? Gente cristianíssima me diz que para viver em comum com Deus necessariamente precisamos aceitar a presença de Satanás. O pecado que nós, seres humanos, cometemos no paraíso nos acompanha desde quando fomos expulsos de lá. Para voltarmos ao lugar das delícias imortais pagamos aqui tal pena: conviver com o mal. Temos então nossa sina que só findará com o juízo derradeiro.

Portanto nos sacrificamos em prol de Deus assim?

A condição humana compartilho também com quem recebe meu desafeto. Sei dos meus defeitos: ao pensar nisto logo minoro boa parte das falhas alheias de quem desgosto. Talvez a raiva que dirijo para minhas desavenças não são fruto de projeções minhas que ponho nelas? E por qual razão poucas vezes nos colocamos realmente no lugar de quaisquer outras pessoas? Que dificuldade de sair além de nossos umbigos! Mas... Isso não é possível.

Meu desgosto pode ser efeito de desentendimentos estúpidos... As nossas escolhas são justas afinal? Pergunta que não quer calar...

Então posso trocar Deus por Satanás? Ou praticar inversamente tal troca?

Mas... E Satanás?

Não pode ser escolha?

Sem Deus até?

Conclusão: para se viver em comum com Deus precisamos aceitar Satanás e vice-versa também pois nós somos seres humanos e seres humanos em demasia.

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