quinta-feira, 8 de maio de 2014

Poucas e Boas com Mérito

Conviver com gente que se diz intelectual sem ser é de lascar meus nervos por tantas vezes quantas já são incontáveis quase... Sim: é recorrente. Dizem que quem apanha jamais esquece porém eu por levar porradas mil mais uma caber na minha lembrança vem a ser impossível. Minha nossa! Pior é que nunca vem só mais uma mas um número delas na casa do quintilhão... Olvido de sua maioria portanto.

Daí viro Judas em sábado de semana santa.

Na brincadeira pueril de malhar Judas tomamos de paus e pedras, mãos e pés com pernas e braços, fogo mais o que possa valer para dar cabo de quem traiu Jesus: em um boneco de pano na maioria das vezes representado simbolicamente. Todavia que digo de minha defesa para quem intelectual se considera? Não sou de pano! Nem meu coração de papel.

Para quem se vê também no meu lugar: oh! Chorai comigo!

Bem sei que para quem não se vê devo dar explicações. Então lá vai.

Pretendo ser intelectual. Por mais de dez anos estudo com afinco. Na busca de dar explicações ao que somos tive problemas sérios. Um deles é ter a pretensão idiota de saber mais do que quem está por minha volta.

Quanta coisa da realidade nos escapa! Pior: nem o próprio real foge também da fugacidade concernente com tudo no mundo pois é suposto. Sabemos das nossas criações: o conceito de realidade vem a ser uma delas. Enfim... A relativização, apesar do mal que nos causa por hoje sua demasia, mostra quão frágil nosso saber pode ser.

Ê Sócrates: interroga-nos mais uma vez!

Pensamos ao menos estar ao pé da verdade mas infelicidade nossa: tão longe de nós está de fato. Contudo teimamos vencer discussões ridículas em vez de conseguirmos reforços para conjuntamente se trabalhar em prol do menor desconhecimento. Sem humildade nos sobrepomos as pessoas como se fôssemos gente que salva... Loucura: não sabemos nós que contrariamente pomos a perder.

Depois não se pode reclamar que nenhum diálogo se tem.

Ninguém tem caminho só. Nem verdade. Tampouco vida.

Minha solidão não é composta tão-só das insensibilidades advindas doutras pessoas para comigo. Também estou nela por algum mérito. Diversas ocasiões em que me comportei mal fizeram de mim gente solitária. Certamente que recebi muitas incompreensões: mas igualmente talvez dei. Percebo com nitidez atualmente tal situação pois agora na posição estou de quem sofre toda pedância que se possa ter em um ser humano. 

Bem... Encontraste, Moura Gonçalves, nenhuma pedra filosofal. Por qual motivo te portas que nem alguém depois de ter tomado posse dela?

Melhor... E quem intelectual pretendia também ser? Afugentas?

Um exame de consciência para fazer me cabe.

Quem quer que nos encontre por aí comumente não espera de nós conversas agradáveis pois são “intelectuais” normalmente: na verdade cheias de pedância. Mais: arrogância! Quem bateu por agora leva! Não agüento quem finge saber sem na verdade saber. Mas... E quem verdadeiramente sabe?

Santa Virgem de Cimbres: dai-me nervos!

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