quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Uma Religião sem Devoção?


Em vez de nós continuarmos com as adorações ao Santíssimo costumeiras de quarta-feira damos espaço na segunda semana deste mês para discussões com as famílias sobre... Família!

“Família. Família. Papai, mamãe, titia!”...

Sim: importantíssimo tema! Contudo quase nada resultará discutindo sobre no laicato. Por qual motivo? Tais encontros só servem para jogar conversa fora.

Nós, gente católica, deixamos de rezar para conversar hortaliças. Seguindo livrinhos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que deixam a desejar no quesito devoção religiosa.

Reino de Deus é justiça social... Jesus parece que só veio para gente pobre! Quando não descamba para pregar a Teologia da Libertação de forma mais ou menos velada temos algo piegas dito...

Mas... E rezar? Adorar a Divindade? Satisfazer o desejo de Nossa Senhora com a recitação do seu Rosário? Não! Precisamos discutir as injustiças mundanas.

Sinceridade? Já não tenho mais paciência! Desejo ser uma pessoa devota. Devoção a Jesus. A sua Santíssima Mãe também. E não só dentro do meu quarto mas igualmente com a minha comunidade.

No templo quero ficar perto de Deus e não ficar nas adjacências de Câmaras Municipais ou Prefeituras. E sobre família? Deixemos o sacerdócio tratar em suas homilias dominicais dela.

Volto com sede para minha religião. Ai de quem impedir minha vontade da Fonte de Vida tomar: “ainda que seja de noite”!


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Na procissão em 2013 de Nossa Senhora do Carmo fui por exemplo presenciar:


  1. Testes de som em trios elétricos enquanto se celebrava missa;
  2. Trios elétricos (inclusive tendo por um deles grandes garrafas de Pitu como logotipo de propaganda);
  3. Gente “bicada”;
  4. Músicas para fazer a “galera vibrar”;
  5. Crucifixo não na frente do cortejo que nem o costume mas no “cu” do trio;
  6. Moças em danças para lá de recatadas a ponto de quase mostrarem a “flor do Carmelo”.


Mais? Andor de Nossa Senhora muito bonito, Bruno! Só não gostei das cabeças dos anjos na parte de cima da berlinda. Todavia meus parabéns! Uma coisa boa portanto no meio de tanta...

Melhor esquecer.


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Faz alguns anos que meu pastor arcebispo proíbe de celebrar algumas missas dominicais após algum horário do domingo para que todas as suas ovelhas participem da grande missa celebrada por ele no Pátio do Carmo: lá no Recife.

Quais são as missas que com ordem tal sofrem? As de Pentecostes principalmente. Pode? Por conta disso lhe mandei recado na festa de Pentecostes derradeira. Vamos ler então a seguir.


“Inadmissível! No dia de Pentecostes as comunidades não podem celebrar suas missas a partir de meio-dia do domingo por causa da celebração no pátio do Carmo? Bem... A minha comunidade ficou sem sua missa. Nem ela se quisesse celebrar por conta própria pedindo para qualquer padre poderia pois ‘são ordens arquidiocesanas’... Inadmissível: repito! Ficamos sem a missa dominical. Pior: em Pentecostes! Imaginemos se Sua Santidade também resolvesse fazer a mesma coisa: todas as paróquias na face da Terra não celebrarão suas missas a partir de meio-dia do domingo pois o papa deseja que na praça de São Pedro todas as pessoas católicas se reúnam para celebrar Pentecostes... Ideia maravilhosa da grande celebração sim mas poderia ser sem impedir cada comunidade de também celebrar Pentecostes em qualquer horário no dia de preceito? Padres já são poucos! Entretanto nossa missa depois do meio-dia não haverá por conta das tais ‘ordens arquidiocesanas’... Impedir de celebrar missas então? Nem preciso frisar a NECESSIDADE que temos das missas. Tampouco do quão a missa tem importância.

No mais consultar o Código Canônico: por exemplo no Livro II quando trata de fiéis. Não cometo desobediência portanto pois obedeço minha fé católica”.


Nenhuma resposta recebi por enquanto.

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