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Mostrando postagens de 2024

Passados Sete Lustros

"Eu sou eu e minhas circunstâncias" (Ortega y Gasset). "Circunstâncias? O que são as circunstâncias? Eu sou as circunstâncias!" (Napoleão Bonaparte). "O homem imprime necessariamente em todos os atos da vida as condições do seu ser" (Alexandre Herculano). Pelos meus textos ainda tenho qualquer amor exagerado de por eles querê-los todos publicados e bem um dia lidos. Demais em fúria por até se lhos perco nas vicissitudes da vida! Contudo preciso ter em mente que meus escritos não são afinal lá grande coisa. Tantos que leio nesta rede mundial, por exemplo, melhores e que suas autorias tomam eles somente como seus apontamentos e nada por mais enquanto tomo quaisquer meus em sofreguidão de lhos guardar e bem como feituras de gênio!... Minhas ridicularias são tantas, Céus!... Tantas!... Eis delas uma. Dá trabalho de lhos escrever mas é labuta por aperfeiçoar algo: não de grande feito. Quem sabe por um dia não chego no feito literário grande de comport...

Valor Ímpar

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Amo Carnaval. Adoro contemplar corpos adultos de seres humanos nus. Assisto filmes, aprecio trabalhos artísticos, leio livros e músicas escuto que seriam proibidas terminantemente pelas inquisições carolas da vida. Mais tantas outras atitudes equiparáveis com essas não me fazem ser tradicionalista. Sim! Apesar da preferência minha pelo missal de São Pio V. Por motivo nenhum, entretanto, deve-se perseguir tradicionalistas em meio católico. Só conseguem, em hegemonia, lidar com as diferenças que lhes convêm? Isso não é tolerância! Costumo receber, aliás, hóstia de joelhos ao chão e dada na boca. Porém atual moda vem a ser tomá-la com as mãos e dela se por assim servir. Meu costume, dos antigos, destoa portanto do comum hoje que vem a ser a comunhão na mão leiga. Polêmico se tornou por até pois o Catolicismo sofreu mudanças drásticas após o Concílio Vaticano II. Sei que Jesus, ao derramar o sangue no madeiro de seu grande sacrifício, não só banhou nele Maria Madalena mas também tudo p...

As Festas Essencialmente

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Mal protestante de nada querer bem festejar por causa, principalmente, de sua grã estupidez!... Êta! Tem alguém protestante me lendo? Certa vez um amigo de meu pai, Chico, de São João Batista se lembrou na conversa que tínhamos sobre festas profanas. E me fez ouvir um comentário protestante de que João não seria grato por nossos festejos em seu louvor com quadrilhas, forró, Caruaru mais Arcoverde. Talvez eu poderia com isso concordar? Talvez hipoteticamente. Porém de certeza não. João vivia frugalmente pois o noivo chegado não havia. Qual noivo? Jesus: o noivo de Madalena. Mas hoje nós estamos nos anos da graça de Nosso Senhor! E João é primo de Nosso Senhor! Anunciou por Israel Nosso Senhor! E feliz morreu pela verdade de Nosso Senhor! Hoje João tomaria pitu na degustação das comidas de milho. Bateria palmas às quadrilhas juninas. Ou, se menino, soltaria fogos para dar arrepios mais aperreios ao demônio. Bem... Uns dois apontamentos para servirem de meditação. João Batista com...

Duas Casas

As noites juninas por mim festejadas não são já felizes que nem as com minha bisavó. Constelavam os Céus perante minha casa diversos balões. E saíamos a caráter em direção à casa de Luísa por alguns quarteirões, poucos, de caminhada: no meio das fogueiras, dos estalos dos fogos e dos risos das gentes. Vó Luísa... Que recebia visitas de várias pessoas enquanto se tocava forró de primeira. Forró do bom arretado! Sim: pé-de-serra. Canjicas e canjicas abocanhadas e também oferecidas por vozinha que lhas fez a quem é de seu conhecimento. Conversas e conversas. A simpatia de minha tia-avó praticamente também madrinha. Fogos e mais fogos. O cheiro de lenha na fogueira pelos ares. E milhos assados por suas brasas. E moças bonitas a passear nas ruas. E tentativas frustres para dançar quadrilhas. E Nosso Senhor querendo comigo dialogar por meio de São João criança. São João menino com seu cabrito. Tal cabrito resolveu, certa vez, escapulir dos braços joaninos. E fez uma bagunça pela sala de ...

Anotação Íntima

Gosto de bebidas alcoólicas e quem me conhece sabe bem disto. Na meia-noite de Nossa Senhora da Conceição Aparecida bebo. Por um momento, da janela do meu quarto, lugar que já foi de vozinha (Que lha tenham os Céus!), que nem a casa também, o muro contemplo que se bem alteia por minha frente tolhendo qualquer bisbilhotice tanto de rua quanto vizinha. Por um lado sou feliz com isso mas por outro não. "É da vida!": diz Ester a mim após saber assim de meu não e sim agora dito. Mas que vida, pelo menos, vem a ser a minha? Costumo sentir demais qualquer coisa. Para meu gênio poético tal atitude para com a vida salutar é. Todavia para meu viver cotidiano jamais e nunca me dará tanto saúde. Sofro com depressão inclusive. Por um momento sinto baita felicidade pois menos ainda terei de lidar com ignorâncias mil de quem uma vida medíocre vive (Mal alguém desse jeito sabe que tal viver enfim é tão-só sobrevivência!). Mas em outro também apiedo-me de tal gente. Talvez a convivência... Nã...

Tristíssima Contradição

Um dos momentos importantes na vida, daqueles em que se dão estalos intelectivos, em pouquíssimo tempo, sucessivos uns aos outros, elevando níveis de compreensão sobre coisa qualquer em quem quer que seja, comigo foi quando dei meus ouvidos a Raul Seixas. E logo me tornando fã de tal compositor de canções: assim igualmente se fez meu pai. Meu pai: tão crítico de tudo desde sempre mas demais com um "Maluco Beleza" que lhe dava bom arsenal para bombardear algo qualquer estabelecido por instituições ou sociedades... Que se tornaria porém, muitos anos depois, um apaniguado de Jair Messias Bolsonaro: político tão abjeto quão a bisonha vontade de ser alguém estúpido somente. Não sei lidar bem com isso... Realmente não sei. Surpreendente? Sim: infelizmente.

Professor!...

É Mauro quem agora vai falar no fim da missa. Conta tão bem qualquer história que pensei ser ele das ciências humanas. Porém não: exatas. Mais precisamente química. Professor de química. Contudo querido por Clio. Sua voz com excelente dicção precisa fatos acontecidos com Diogo de Braga: que nos traz a devoção a Santo Antão do Egito. Diogo: que veio para Pernambuco saindo da Ilha de Santo Antão em Cabo Verde lá pelo século XVII. Na procissão, embalada por caixas de som em um poste sim outro não de seu percurso, Mauro faz louvações à fé católica. Fervorosas! Ácidas, levemente sim mas ácidas, para contrárias posições. Relembra Mauro, por outra missa, tal ou qual acontecimento que casa bem na retórica sobre quaisquer homenagens. E dados e dados bem colhidos de vária vida são semeados a quem sabe compreendê-los. A pedagogia de Mauro vem a ser historiógrafa. Porém a saber lidar com os elementos retóricos. O balanço? Coisa fina de se dar ouvidos demais atentos! Em palavras ditas co...

Zé Pereira Chegou!

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Vitória de Santo Antão, no sábado de Zé Pereira, vive no topo de seu Carnaval. Topo, diga-se bem, andino. Comparável ao do Recife, que vem a ser himalaio, no Galo da Madrugada. Folia que, de tão alta, foi criada por alguém extraterrestre! Seu nome vem a ser Etesão. Com Etesuda, seu cônjuge, faz pular frevos e mais frevos extremamente rasgados quase metade de meu burgo. Quase metade de minha cidade sabe, por agora, descer a ladeira do Braga: tão estreita quanto das amizades excelentes seus abraços. Ou das paqueras ardentes seus enlaços de bem fazer amor. E raia pelos logradouros próximos até tomar conta de boa parte do comércio vitoriense pois é multidão. E muita gente de fantasia! Sim: é tempo de Momo. Com vária gente de pouca roupa pois é calor de coração e não só de sol. Alguém bêbedo, não somente bebum mas já para lá de Bagdá por até, consegue frevar ainda: bem embalado pela cachaça. Sabe cambalear no pulso das orquestras: infelizmente só duas. No mínimo do mínimo ser quatro deve...

Desídia Foliã

Na direção da praça da matriz de Santo Antão o Bloco da Saudade retornava. Porém irreconhecível. Não pela beleza refinada de suas fantasias. Nem por seus frevos cantados e tocados com primor. Tampouco por um encanto que sempre despeja pelos ares em torno de seu galante passeio carnavalesco. Mas por falta de gente foliã. Parte de seu percurso, pois aquilo que pude presenciar em parte foi somente, tinha praticamente ninguém. Acompanhando seu carnaval em Vitória? Sim. Mas... E pessoas nas calçadas? Um tanto. Mas... E pessoas nas praças? Um bocado. Mas... E pessoas sei lá por onde de bobeira? Seis ou nove quiçá. Sim. O célebre Bloco da Saudade fez seu cortejo para meia-dúzia por Vitória de Santo Antão. Divulgação falta? Falta valorização de nossa cultura? Falta sabe-se lá mais que coisa podendo faltar? Respondo: falta vergonha na cara! De quem organiza carnavais e do povo vitoriense. Nem hei de comentar o Taboquinhas a completar cem anos como se fosse cem dias. Em sua marcha-regress...

No Passo do Frevo

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Praticar gestos imediatamente percebidos abruptos em mugangas, quase sempre por um aparente taco-taraco, mas expressados com movimentos enfim a buscar êxtases hagiográficos, determinam a base do passo de frevo que criativo baila tão original quão é a criação toda só divina. Não há possivelmente dança contemporânea bem feita por além da frevada. Tamanha capacidade de ser assim uma manifestação intensamente corporal atinge vários limites até da matéria num fervor confundível aos espasmos epilépticos. Porém, em ímpar arte que registra quão a beleza pode ser tátil por um arroubo pleno das anatomias humanas, é composição admirável a demonstrar o pulso de qualquer energia: palpável à contemplação que tão apaixonada por tanta performa deseja tomar para si todos os apetites de viver. Quando se presencia tal espetáculo difícil é não sofrer o contágio de querer demais sem pudor algo que conseqüentemente tesão estará concebido só corpo nas suas inúmeras possibilidades de compôr ações anárqu...

Busílis

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Uma nojeira de marmanjos a se masturbarem, nefasta caterva, perante mulheres jovens em seu jogo de vôlei por esportivas disputas universitárias. São os corpos desportistas a glória da Terra por sua capacidade valorosa de ser ínclito corpo pois a vida neles se manifesta no seu melhor, e maior talvez até, vigor. O vigor consigo necessariamente traz a beleza. Beleza que deve ser objeto devocional pois ícone do ser divino. Porém o mundo jaz em Satã: lembra-nos João Evangelista. No mal então se profana. Tanta profanação vem até do ser, assim de suposto, religioso. Que diz contrariar heresias gnósticas mas pelo corpo nu do ser humano só percebe tentação e mais nada. Já daqui principiam vários dos maus tratos muitos ao corporal que demandarão futuras taras doentias. A mulher, principalmente, não pode se despir sem ter medo da bestialidade quase sempre máscula. Quem deseja punir a mulher pela sua beleza? Punir a criatura diva que vem a ser incomparavelmente feminina? Por qual motivo nudi...

Manifestações Intoleráveis

Alguém da canhota, durante nossas últimas eleições, com vários alguéns a lha corrobar pois trato cá de mensagem compartilhada nesta rede mundial de computadores, disse ficar contente de feliz pois ninguém admirável para si declarou voto, pela disputa presidencial, no candidato Jair Bolsonaro. Ninguém por quem admiração ela manifesta defende tal Messias e suas pautas. Eu, de não ser essa pessoa, bem digo, de bendizer até, o contrário. Tem gente demais admirável para mim a ser bolsonarista. No mínimo defendendo várias pautas relacionadas, bem ou mal, com Jair. Tamanho contentamento, que me vem a ser alheio, como já disse neste texto, mas repito pois é bem alheio, demais alheio, de minhas aspirações políticas, é nefasto para qualquer convivência social que necessita do ser político. Por quaisquer oposições a mim alguém admiro: muçulmanas e protestantes, anarquistas e progressistas, agnósticas e também atéias. Do contrário me consideraria no senhorio da verdade: não em busca dela. Quem é...

Notas, Notas e Notas

Impressionante: quando durmo sou mais inteligente que na vigília! Todas as idéias absorvidas por mim cotidianamente são interligadas de várias maneiras novas e criativas enquanto sonho. Jamais consigo fazer tanto se não for com sono. Deve ser então por isso que minhas sonecas são tão duradouras... As amo sim de paixão! § Escutei maior parte dos hinos pernambucanos municipais. Muitos são dignos de risadas que nem os de Pombos (... Pelo progresso de Pombos/ Com a força de nossos lombos...), Jupi (... Berço de nossos heróis!/ Terra de nosso viver,/ De nosso querer,/ Amada por nós...) e Paulista ([Foi Juliana Rocha quem me fez este dar por conhecido de mangar a valer]... Em cima o céu é mais azul, é mais bonito,/ Embaixo a brisa tem aroma de eucalipto...). Tantos outros são estranhíssimos que nem os de Jaboatão (... Teus altos que a gente vence/ Até sem ser jaboatonense...), Garanhuns (... Salve, Garanhuns!/ Os jardins, as palmeiras e alguns/ Pedaços do céu...) mais Caruaru (... Te...